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Dinheiro
13/01/2009 - 11h41

Trabalhadores da GM paralisam contra demissões no interior de SP

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da Folha Online

Os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos paralisaram a produção por 1 hora na manhã desta terça-feira, em protesto à dispensa de funcionários temporários. Às 14h30 está programada uma assembleia dos trabalhadores para decidir sobre nova parada, também de 1 hora, ainda hoje.

"Os metalúrgicos pararam a produção em uma hora, tanto no setor do MVA quanto na S-10, numa atividade que é a primeira de uma denominada 'escalada de mobilizações' contra as demissões", divulgou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

Giampiero Sposito/Reuters
Vice-presidente da GM estima vendas de veículos 11% menor neste ano no Brasil
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Ontem, a GM confirmou a suspensão de 744 contratos por tempo determinado, alguns deles no fim do prazo e outros ainda em andamento. Segundo o sindicato, outros 58 tiveram o contrato encerrado na última sexta-feira (9).

"É um absurdo que os empresários queiram que os trabalhadores paguem pelo preço de uma crise que não foram eles que criaram. Vamos à resistência e cobrar das autoridades uma atitude, porque, até agora, eles não fizeram nada em defesa do emprego", informou em nota o diretor do Sindicato Vivaldo Moreira Araújo.

Segundo o sindicato, a entidade solicitou uma nova reunião com a empresa para tentar contornar as dispensas. Os metalúrgicos pedem a readmissão dos trabalhadores dispensados e estabilidade no emprego.

"Os trabalhadores ainda reivindicam a atuação dos governos federal, estadual e municipal contra as demissões e em favor dos empregos dos metalúrgicos", em contrapartida aos benefícios já concedidos em impostos pelas três esferas à montadora.

"Não dá para aceitar que o governo Lula dê bilhões de reais às montadoras e deixe os trabalhadores pagarem pela crise com demissões. Mais do que palavras, precisamos de ações concretas do governo federal", disse Luiz Carlos Prates, secretário-geral do Sindicato.

Para evitar novas demissões, o sindicato trabalha com a hipótese de redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem redução salarial e sem banco de horas, com o respaldo de um decreto do governo que concedesse estabilidade no emprego aos trabalhadores.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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