Dinheiro
13/01/2009 - 15h01

Fed diz que plano de Obama dá impulso à economia, mas defende mais medidas

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da Efe, em Londres

O presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Ben Bernanke, afirmou hoje que o plano de estímulo fiscal do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, poderia impulsionar a economia nacional, mas advertiu que pode não ser suficiente sem a adoção de outras medidas.

Em discurso pronunciado hoje em Londres, Bernanke disse que o plano de quase US$ 800 bilhões que está sendo negociado pela futura administração de Obama e o Congresso dos Estados Unidos "poderia dar um significativo impulso à atividade econômica".

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"Na minha opinião, no entanto, é improvável que as medidas fiscais fomentem uma recuperação duradoura a menos que estejam acompanhadas de fortes medidas para estabilizar mais e fortalecer o sistema financeiro", afirmou o presidente do Fed em uma conferência concedida na London School of Economics.

Bernanke, que fez a declaração após se reunir com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, deixou entrever que o governo de Washington poderia ser obrigado a injetar capital adicional em bancos e firmas financeiras.

"A piora das perspectivas de crescimento da economia, a contínua perda de crédito e a redução de capital podem manter durante um tempo a pressão sobre o capital das folhas de balanço de instituições financeiras', explicou Bernanke.

"Portanto, pode ser que sejam necessárias mais injeções de capital e garantias para assegurar a estabilidade e a normalização dos mercados creditícios."

Bernanke ressaltou que "o Federal Reserve cumprirá sua parte para fomentar a recuperação econômica, mas serão necessárias também outras medidas".

"O Fed tem poderosas ferramentas à sua disposição para lutar contra a crise financeira e a desaceleração econômica (...)", afirmou.

Em termos mais gerais, o responsável do banco emissor americano destacou que "a economia global se recuperará, apesar de o tempo e a solidez da recuperação serem muito incertos".

Em sua opinião, "as respostas políticas dos governos de todo o mundo serão determinantes cruciais da velocidade e do vigor da recuperação".

Bernanke acrescentou que a cooperação internacional deve desempenhar um papel "essencial" se o mundo quer "abordar a crise de maneira bem-sucedida".

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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