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Dinheiro
13/01/2009 - 16h19

Vendas de veículos nos EUA devem cair 13% em 2009, estimam analistas

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da Reuters, em Detroit

As vendas de automóveis em 2009 nos Estados Unidos devem cair 13% e atingir o nível mais baixo em 27 anos, exercendo pressão sobre a economia do país e empurrando as montadoras para mais perto de um colapso, segundo analistas.

Estimativas da J.D. Power and Associates apontam o recuo das vendas neste ano para cerca de 11,4 milhões de unidades, enquanto o Deutsche Bank projeta vendas de 11,5 milhões de unidades. Esse pode ser o menor patamar de vendas nos Estados Unidos, o maior mercado de automóveis do mundo, desde as 10,5 milhões de unidades em 1982.

Giampiero Sposito/Reuters
Vice-presidente da GM estima vendas de veículos 11% menor neste ano no Brasil
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As vendas de automóveis, em geral, representam mais de 10% das despesas com consumo dos norte-americanos.

"Nós acreditamos que estamos perto do ponto mais baixo, ou no ponto mais baixo", disse o presidente da Finbarr, J.D. Power. "O mercado se recuperará, mas não voltará para onde estava antes."

Segundo o analista, as vendas no primeiro trimestre de 2009 devem atingir o ritmo de 10,9 milhões de unidades anuais, ante 10,2 milhões no quarto trimestre do ano anterior.

A consultoria, segundo Power, projeta vendas globais 8,2% menores em 2009. Para a América do Norte, a estimativa é de queda de 12,3%, enquanto para a Europa, de 14,9%. Para a América do Sul e Ásia, a projeção aponta recuo de 3,9% e 2,6%, respectivamente.

Power estima que as vendas de automóveis nos Estados, em 2010, avance para 13,4 milhões e, em 2011, atinja 14,7 milhões de unidades.

Em 2008, as vendas no país caíram 18%, puxadas pela General Motors e pela Chrysler, com 13,2 milhões de unidades vendidas. Em 19 de dezembro, o governo americano anunciou ajuda para o setor automobilístico com até US$ 17,4 bilhões, tirados do pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote).

De início a General Motors e a Chrysler terão acesso a US$ 13,4 bilhões, com outros US$ 4 bilhões que podem ser oferecidos em março. O acordo exige como contrapartida das empresas a apresentação de dados que mostrem que estão em condição financeiramente viável até o fim de março de 2009.

 

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