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Dinheiro
14/01/2009 - 08h04

Crise abala ritmo do comércio entre China e EUA em 2008

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da Efe
da Folha Online

O comércio entre China e Estados Unidos chegou a US$ 333,7 bilhões em 2008, volume 10,5% maior que no ano anterior, marcado pela desaceleração nos últimos meses da demanda americana, atingida pela crise financeira global.

O comércio entre ambos os países cresceu abaixo da média do comércio exterior chinês, que aumentou 17,8% em 2008, segundo as autoridades chinesas.

A baixa demanda americana fez com que também caíssem as exportações da China aos EUA, seu segundo parceiro comercial atrás da União Europeia (UE), informou hoje o diário oficial "China Daily".

As exportações chinesas para os EUA cresceram 8,4% no ano passado, menos da metade do que subiram as vendas chinesas para fora do país em conjunto.

Segundo o presidente da Câmara de Comércio dos EUA, Thomas J. Donohue, os negócios com a China sofreram uma redução "drástica" na segunda metade de 2008 devido à crise financeira.

Para ele, o comércio bilateral continuará caindo na primeira metade de 2009, embora espere uma melhora para 2010.

Ontem o Departamento de Comércio informou que a balança comercial dos Estados Unidos em novembro apresentou déficit de US$ 40,4 bilhões, o menor desde novembro de 2003 (US$ 40 bilhões). O forte recuo foi causado pelas importações, que caíram 12% de outubro para novembro --a maior da série histórica--, passando de US$ 208,2 bilhões para US$ 183,2 bilhões. As exportações também tiveram queda, mas menor: de 5,8%, para US$ 142,8 bilhões.

O petróleo cru teve participação importante na redução do déficit de novembro. O país importou US$ 17,452 bilhões da matéria-prima naquele mês, contra US$ 29,839 bilhões --queda de 41,5% no período.

Também ontem o "China Daily" informou que as exportações chinesas caíram 2,8% em dezembro em comparação com o mesmo mês do ano anterior, após uma queda em novembro. Foi a primeira vez em uma década que as exportações chinesas descem em dois meses consecutivos.

Os analistas preveem um crescimento zero para as exportações no primeiro trimestre de 2009 e uma queda de até 6% no segundo.

 

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