OCDE vê "graves riscos" para crescimento econômico da zona do euro
da Efe
Os países da zona do euro apresentam "graves riscos" em relação a seu crescimento econômico nos próximos meses, segundo estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) divulgado nesta quarta-feira.
O crescimento econômico da região ainda sofrerá contração durante a primeira metade de 2009 e permanecerá "abaixo da tendência" até meados de 2010, segundo o estudo, apresentado em Paris (França).
A OCDE considera que, para enfrentar esses riscos, as autoridades dos países da zona do euro deverão responder adequadamente aos desafios da instabilidade dos mercados financeiros, e faz uma chamada para que haja uma "regulação adequada" destes.
O estudo admite que as pressões inflacionárias parecem estar controladas e que as perspectivas de crescimento econômico atuais contribuirão para reduzir a inflação, mas adverte que, se a tendência se inverter, haverá uma margem limitada para agir sobre a alta dos preços.
Em novembro, a OCDE revisou para baixo suas perspectivas de crescimento para todos seus países-membros e previu uma queda de 0,3% de seu PIB (Produto Interno Bruto) em 2009.
Para a zona do euro, previu uma queda do PIB de 0,5%, enquanto espera que nos Estados Unidos caia 0,9% e no Japão, 0,1%.
Em seu estudo, a OCDE adverte os países da zona do euro que deverão fazer um exercício de disciplina fiscal suplementar, já que as medidas anunciadas por vários governos para contribuir à estabilização dos mercados financeiros terão custos em relação a suas contas públicas.
Sobre a ação coordenada empreendida por vários países para garantir a estabilidade do sistema financeiro, o estudo afirma que "está por ver se será suficiente para descongelar os mercados interbancários ou para impedir um novo endurecimento das normas de concessão de empréstimos".
"Embora os governos europeus tenham destinado fundos para recapitalizar bancos, são poucos os que, até agora, recorreram a eles", constata a OCDE, que considera que esta atitude pode ser justificada pelo fato de que os bancos preferem, em primeiro lugar, ir ao financiamento privado.
Quanto às decisões de vários países de garantir de maneira global os depósitos nos bancos, o estudo adverte que é uma medida que "contribui para o germe de futuros problemas bancários".
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