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Dinheiro
14/01/2009 - 08h47

Gazprom afirma que Ucrânia mantém bloqueio do envio de gás à Europa

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da Efe

O consórcio russo Gazprom informou nesta quarta-feira que a Ucrânia mantém o bloqueio ao fornecimento de gás para os consumidores europeus.

Em comunicado divulgado por agências russas, a Gazprom afirmou que a estatal ucraniana Naftogaz se negou a receber o gás para envio à Europa.

A Gazprom solicitou na madrugada de hoje que a parte ucraniana garantisse o envio de 98,8 milhões de metros cúbicos de gás através da estação de Sudzha, afirma a nota citada pela agência russa RIA Novosti.

"O chefe de turno do centro de controle da Naftogaz Aleksandr Sidorenko se negou a receber o gás através da estação de Sudzha [próxima à fronteira entre os dois países]", acrescenta o comunicado.

Segundo a Gazprom, a parte ucraniana condicionou a recepção do gás a que o combustível fosse bombeado através das estações de Pisarevka e Valuika, "destinadas, principalmente, para o consumo interno da Ucrânia".

Além disso, de acordo com a nota do consórcio russo, a Naftogaz exigiu encher de gás os gasodutos de passagem, o que representa um volume de 140 milhões de metros cúbicos de combustível.

"As respostas da Naftogaz mostram que a Ucrânia não é capaz de devolver o gás subtraído sem autorização do sistema [de gasodutos] nem de retomar o trânsito", conclui o comunicado.

Naftogaz

O presidente da Naftogaz, Oleg Dubina, negou hoje as acusações da Rússia de que a Ucrânia tenha roubado na terça-feira gás destinado à Europa.

"Depois que [a estação de] Sudzha começasse a bombear e que no sistema de gasodutos ficassem 1,2 bilhão [de metros cúbicos] de combustível, fornecemos todo o gás à Moldávia. Por isso, me desculpem, dizer que outra vez roubamos algo é mentira", disse Dubina.

Os primeiros-ministros da Eslováquia, Robert Fico, e da Bulgária, Serguei Stanishev, visitam hoje Kiev e Moscou para realizar consultas sobre a crise de gás.

 

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