Companhia aérea vai criar mais de 400 empregos em Portugal
da Agência Lusa, em Lisboa
A nova companhia de aviação executiva Jet Republic vai criar entre 400 e 500 postos de trabalho nos próximos quatro anos em Portugal e quer fazer parte do tecido empresarial português, segundo o responsável pela área de operações da empresa, Luis Vianna.
Na entrevista de apresentação da Jet Republic, ontem, em Portugal, Vianna disse que a companhia vai voar, a partir de outubro, para vários aeroportos da Europa, incluindo Londres, Paris, Genebra, Moscou e Milão, "destinos preferenciais da aviação executiva".
Os clientes da nova companhia de aviação executiva são, de acordo com o administrador da empresa, "um misto de clientes individuais, que querem rentabilizar o seu tempo e fazer três ou quatro viagens de negócios no mesmo dia, e entidades empresariais".
Os clientes da Jet Republic têm entre 35 e 65 anos e "rendimentos no valor de 2 milhões de euros ou 10 milhões de euros (de R$ 6,1 milhões a R$ 30,5 milhões) em investimentos", segundo dados da companhia aérea.
Investimento
Luis Vianna disse que Portugal foi escolhido para sede da companhia aérea após uma análise em países como Inglaterra, Suíça e Espanha.
"Uma das principais razões para a escolha de Portugal foi a competência indiscutível do instituto regulador [Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC)]", disse, destacando também "a flexibilidade e o domínio de várias línguas" por parte dos portugueses.
Além da nova sede, que deverá estar concluída no início de 2010, a Jet Republic pretende também construir em Portugal um centro de formação com simuladores, que "estará pronto dentro de três anos".
Jatos
A Jet Republic vai operar com 110 jatos privados Bombardier Learjet 60 XR, uma encomenda que representa um investimento de 1,02 bilhão de euros (R$ 3,11 bilhões).
O primeiro avião chega em outubro e nos 12 meses seguintes será entregue um avião por mês.
Numa segunda fase, será entregue um avião de três em três meses, enquanto os restantes aviões serão fornecidos de duas em duas semanas, explicou Luis Vianna.
A Jet Republic garantiu um suporte financeiro do Euram Bank, da Áustria, e de um consórcio formado por clientes do mesmo banco.
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