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Dinheiro
14/01/2009 - 10h43

Alemanha encerra ciclo de recuperação econômica e entra em recessão

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RODRIGO ZULETA
da Efe, em Berlim

A economia da Alemanha encerrou em 2008 um ciclo de recuperação que havia começado três anos atrás para entrar em recessão no segundo semestre por causa em parte das repercussões da crise econômica internacional.

Assim indicam os números de crescimento econômico de 2008, publicados hoje pelo Escritório Federal de Estatística alemão, segundo os quais o PIB (Produto Interno Bruto) já retrocedeu nos três últimos trimestres do ano.

A Alemanha encerrou o ano com um crescimento de 1,3% graças, antes de tudo, ao bom desempenho da economia no primeiro trimestre e, depois, ao forte enfraquecimento experimentado na segunda metade do ano.

O resultado ficou abaixo da previsão do governo, que esperava um crescimento de 1,7%, e foi claramente inferior aos resultados de 2006 --quando o PIB alemão subiu 3%-- e de 2007, quando houve um crescimento de 2,5%.

Embora antes da explosão da crise financeira alguns analistas tenham previsto um arrefecimento da economia, foram em boa parte as turbulências internacionais que detiveram bruscamente o que para muitos já parecia o começo de um segundo milagre alemão.

O desemprego, nos três anos de bonança, esteve diminuindo da mesma forma que o déficit e o governo tinha chegado inclusive a fixar como meta a conquista de um orçamento equilibrado para 2010 ou 2011.

No entanto, a crise financeira internacional levou o governo não apenas a abandonar a esperança de um orçamento equilibrado, mas a apresentar um gigantesco programa de impulso à conjuntura que produzirá um crescimento do déficit nos próximos dois anos.

O ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrück, reconheceu que a Alemanha descumprirá em 2010 inevitavelmente o pacto de estabilidade da União Europeia ao registrar um déficit fiscal que superará 4% do PIB por causa dos custos do programa conjuntural.

Este último, dotado com cerca de 50 bilhões de euros, foi aprovado hoje pelo Conselho de Ministros e a chanceler alemã, Angela Merkel, o defendeu ante o Parlamento dos ataques dos diferentes setores da oposição.

O Partido Liberal (FDP), o principal da oposição, acredita que o programa só fará que o déficit dispare e não servirá para reativar a economia, o Partido da Esquerda acredita que faz demais pelas empresas e muito pouco pelo cidadão comum e Os Verdes consideram o programa uma acumulação de medidas individuais sem coordenação alguma.

Merkel se defendeu antes de tudo da reprovação de disparar o déficit dizendo que em momentos excepcionais são necessárias medidas extraordinárias e que isto justifica as novas dívidas.

"Foi a decisão política mais difícil que tive que tomar durante meu governo, mas acho que com isto respondemos adequadamente à dimensão extraordinária da crise que vivemos", declarou Merkel ao Parlamento.

"As novas dívidas não são expressão de uma política equivocada, mas da crise mesma", acrescentou.

Além disso, lembrou o bom desempenho da economia nos últimos anos e afirmou que a crise que seu Governo tem que enfrentar agora não é feita em casa, mas é o resultado de excessos nos mercados internacionais.

"A Alemanha goza de boa saúde. Os excessos financeiros são os que levaram o mundo a esta crise e as medidas políticas de todos os Estados têm que levar ao fim da mesma", declarou Merkel.

Apesar dos programas de investimentos e dos alívios fiscais para fomentar a demanda interna que contemplam o plano de apoio à conjuntura, os especialistas esperam que este ano para a Alemanha seja de recessão.

O presidente do Bundesbank (banco central alemão), Axel Weber, por exemplo, considera que a economia só recuperará o rumo de crescimento em 2010.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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