Bolsas de NY abrem em baixa após dados ruins do varejo dos EUA
da Folha Online
As Bolsas americanas abriram em baixa nesta quarta-feira, com a repercussão negativa das vendas do varejo americano em dezembro do ano passado --que caiu mais do que o esperado pelos analistas.
Às 13h23 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em queda de 2,71%, indo para 8.219,50 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 perdia 2,9%, para 846,50 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em alta de 2,59% no índice Nasdaq Composite, indo para 1.506,47 pontos.
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As vendas no varejo nos EUA tiveram queda de 2,7% em dezembro, marcando seis meses consecutivos de recuo no setor varejista do país, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento do Trabalho. O dado veio bem pior do que o esperado pelos analistas do setor, que apostaram em queda de 1,2%.
O pessimismo dos consumidores sobre o rumo da economia, em recessão desde dezembro de 2007, e em particular sobre o mercado de trabalho, afetaram as vendas no mês passado.
Os dados de hoje, assim, confirmam o que as principais redes varejistas já haviam apresentado na semana passada. A rede Wal-Mart teve um crescimento de 1,2% nas vendas, contra uma expectativa de expansão de 2,8%. Outras redes tiveram menos sorte: a Costco sofreu uma queda de 4% nas vendas; as vendas da Sears Holdings (que opera as redes Sears e Kmart) caíram 7,3%; na Macy's a queda foi de 4% em dezembro.
Outra fonte de preocupação dos investidores está nas notícias corporativas. O Citigroup e o Morgan Stanley anunciaram ontem a fusão de suas respectivas filiais especializadas na venda de produtos financeiros para particulares. A nova empresa recebeu o nome de Morgan Stanley Smith Barney, será controlada pelo Morgan Stanley, com 51% do capital. O Citigroup vai ficar com 49% na joint venture e receber pelo negócio US$ 2,7 bilhões.
Segundo analistas, a fusão é um sinal de que o Citigroup, o maior banco americano em ativos, está com problemas de liquidez. As ações do banco recuam 12%.
Já a Nortel --empresa canadense de equipamentos de telecomunicações-- estuda a possibilidade de recorrer à proteção da lei que regulamenta os processos de falências, segundo o jornal "The Wall Street Journal". Devido ao boato, os papéis da empresa têm perda de 23,8%.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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