Dinheiro
14/01/2009 - 16h29

Investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto dobra em 2008

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

As vendas de títulos públicos para pessoas físicas por meio do Tesouro Direto cresceram 102% em 2008. Os investidores aplicaram no ano passado R$ 1,558 bilhão, valor recorde desde o lançamento dessa opção de investimento, em 2002.

O número de investidores cadastrados cresceu 42%, mas ainda é pequeno em relação ao número de pessoas que utilizam outros tipos de investimentos, de apenas 145.939 pessoas. No ano passado, o Tesouro Nacional registrou o cadastro de 43 mil novas pessoas no sistema.

As aplicações de até R$ 1.000 representaram 27,6% do total. Hoje, o valor mínimo para aplicação é de R$ 130.

Os papéis mais vendidos no ano foram os títulos prefixados (LTN e NTN-F), cuja participação atingiu 45,9%, seguidos dos títulos indexados ao IPCA (NTN-B e NTN-B Principal), que representaram 37,7% das vendas.

O mês com maior volume de investimentos (valor recorde de R$ 259 milhões) e maior número de investidores cadastrados foi outubro, logo após a piora da crise internacional, que provocou alta dos juros e queda na Bolsa de Valores. Também foi o mês com maior venda de papéis por parte dos investidores, de volta para o governo, na histórica do Tesouro Direto.

Rentabilidade

Em um ano de muita instabilidade no mercado de juros --as vendas do Tesouro Direto chegaram a ser suspensas nos piores momentos da crise--, alguns títulos do governo apresentaram rendimento superior à poupança e ao CDI, principais referências do mercado.

Os títulos indexados ao IGP-M com vencimento em 2011 (NTN-C 2011) foram os que mais renderam (15,4% no ano). Esses papéis não são mais vendidos pelo governo.

A segunda maior rentabilidade ficou com a NTN-F 2011, que paga juros prefixados, com 14,2% no mesmo período.

No geral, os títulos prefixados apresentaram retornos entre 11,9% e 14,2% e os papéis indexados à taxa Selic tiveram retornos variando entre 12,2% e 12,5%. Os títulos remunerados por índices de preços (IPCA ou IGP-M), mais instáveis, apresentaram retornos entre 1,2% e 15,4%.

No mesmo período, o CDI rendeu 12,37% e a poupança, 7,89%.

Bancos e corretoras

Os bancos e corretoras mais utilizados pelos investidores foram o Banco do Brasil, corretora Ágora, corretora Socopa e Caixa Econômica Federal.

Os dois bancos estatais cobram taxas de 0,50% ao ano e 0,40% ao ano, respectivamente. A Socopa não cobra nada e a Ágora tem taxa de 0,23% ao ano.

As taxas mais caras no ano foram do Itaú e Bradesco, superiores a 3% ao ano.

 

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