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Dinheiro
14/01/2009 - 16h42

Dólar fecha a R$ 2,34; Bovespa retrocede 3,83%

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da Folha Online

O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,346 nas últimas operações desta quarta-feira. O valor significa um incremento de 0,81% sobre a cotação anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,520, em alta de 3,27%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera com fortes perdas de 3,83%, aos 38.029 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,49 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 3,02%.

O dólar teve um dia turbulento. O desempenho ainda pior do que o esperado no setor varejista americano fez as Bolsas de Valores derreterem e contribuiu para o dólar disparar logo no início da tarde, arrefecendo o ritmo perto do encerramento dos negócios.

Deixando de lado a atuação discreta observada nos primeiros dias do ano, o Banco Central manteve presença constante nos negócios de hoje. A autoridade monetária realizou dois leilões de linhas para operações de comércio exterior e, perto da conclusão dos negócios, voltou à carga vendendo moeda (e queimando reservas).

No primeiro leilão, às 11h30, o BC aceitou somente nove propostas, num montante total de US$ 276 milhões. A oferta original era de US$ 1,5 bilhão. A taxa de venda foi definida em R$ 2,313 e a de recompra, R$ 2,3344, para liquidação em fevereiro. Pouco depois, a autoridade monetária convocou novo leilão de linhas, às 14h45.

Nesta operação, a instituição conseguiu repassar outros US$ 1 bilhão, aceitando oito propostos de agentes financeiros. Nesta operação, a autoridade monetária repassou a moeda por R$ 2,364 (taxa de venda), com recompra por R$ 2,3827, programada para fevereiro. Nestes dois leilões, os bancos se comprometem a usar os dólares para financiamento de exportações por meio de ACCs (Adiantamento de Contrato de Câmbio) e ACEs (Adiantamento sobre Cambiais). E às 15h34, o BC realizou um leilão de venda de moeda, com taxa de corte em R$ 2,3540, sem informar o montante negociado.

"O exportador está precisando de dinheiro, mas os custos já caíram bem. Os bancos está realmente repassando as linhas. Nesse sentido, essas inicialmente foram realmente boas", comenta Vanderlei Muniz, operador da corretora gaúcha Onnix. O profissional lembra que, em dezembro, operações de comércio exterior eram fechadas a um custo de 9% em dezembro, que caiu para 6% no início deste mês.

Entre outras notícias, o BC informou que o fluxo cambial (entradas e saídas de dólares do país) ficou negativo em US$ 873 milhões até o dia 9. No mesmo intervalo do ano passado, foi registrada uma saída de US$ 2,061 bilhões.

Juros futuros

O mercado de juros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), que serve de referência para as tesourarias de bancos, elevou as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.

No contrato com vencimento em março de 2009, a taxa projetada avançou de 13,06% ao ano para 13,09%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 11,50% para 11,56% e no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista passou de 11,51% para 11,66%.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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