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Dinheiro
21/01/2009 - 20h46

Bancos anunciam redução de juros para consumidor e empresas

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da Folha Online

Logo após a decisão do Copom em reduzir a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, para 12,75% ao ano, alguns bancos informaram que vão promover queda em suas taxas.

Veja o calendário das reuniões do Copom para 2009
Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia

O Bradesco informou que para os clientes pessoa física, a taxa de juros mínima do cheque especial caiu de 4,83% para 4,78% ao mês, e a máxima de 8,64% para 8,56% ao mês. No crédito pessoal, a taxa mínima foi reduzida de 3,39% para 3,31% ao mês, e a máxima de 5,99% para 5,91% ao mês.

Na modalidade CDC veículos, a taxa mínima passou a ser de 1,62% ao mês, contra 1,70% antes da redução do Copom, e a máxima foi reduzida de 2,76% para 2,68% ao mês. As taxas do CDC bens caíram de 2,98% para 2,90% ao mês na mínima, e de 4,26% para 4,18% ao mês na máxima.

Segundo o Bradesco, a modalidade leasing veículos teve redução na taxa e passou a operar com um teto mínimo de 1,86% ao mês, contra 1,94%, e a máxima caiu de 2,87% para 2,79% ao mês.

Para empresas, a linha de capital de giro opera com taxas a partir de 2,68% ao mês, contra uma mínima de 2,76% ao mês antes da queda da Selic. A taxa máxima caiu de 5,12% ao mês para 5,04% ao mês. Os juros da linha de antecipação de recebíveis de duplicatas, cheques e cartão de Crédito foram reduzidos de 2,65% para 2,57% ao mês na mínima, e de 4,60% para 4,52% ao mês na máxima.

Itaú e Unibanco

O banco Itaú informou que adotou a redução de juros das taxas máximas para pessoas física e jurídica. A medida também vale para o Unibanco. A queda será aplicada aos clientes que utilizam o empréstimo pessoal parcelado (crediário automático para pessoa física e giro pré-automático para pessoa jurídica) e o cheque especial. As novas taxas entram em vigor a partir da próxima segunda (26).

Com a redução para pessoa física, a taxa no crediário automático passará de 7,09% para 7,01% ao mês. A mesma redução para pessoa jurídica, no giro pré-automático. Os juros no cheque especial passam de 8,95% para 8,87% ao mês.

"A redução da taxa básica de juros é bem-vinda para estimular o consumo e a atividade econômica, num quadro em que o risco de aceleração da inflação é muito baixo. O Itaú e o Unibanco estarão reduzindo as taxas de empréstimos nos próximos dias, de modo a acelerar a expansão de novas carteiras de crédito, alinhados com a política do governo de incentivar a atividade econômica", afirmou Roberto Setubal, presidente do Itaú.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil também anunciou redução das taxas de juros para diversas linhas de crédito destinadas às pessoas físicas e jurídicas. As novas taxas são válidas a partir de sexta-feira (23)
janeiro.

O banco afirmou que a medida está alinhada com a decisão do Copom, que possibilita custos menores de captação e o repasse aos preços das operações de crédito.

Para as pessoas físicas, a taxa mínima do cartão de crédito será reduzida de 3,79% para 3,71% ao mês. A taxa máxima do cheque especial foi reduzida de 7,99% para 7,91% ao mês, enquanto que a taxa mínima será reduzida de 1,42% para 1,34% ao mês.

No crédito direto ao consumidor (CDC) foram reduzidas as taxas mensais do BB crediário, de 3,19% para 2,62%; do BB material de construção, de 1,88% para 1,78% e do parcelado cartão, de 3,56 % para 3,46%.

No crédito direcionado às empresas, houve redução na linha BB giro rápido, que hoje varia de 2,24% a 2,50% ao mês, para 2,14% a 2,40% ao mês. No caso do BB giro empresa, o mínimo passará de 1,74% para 1,66% ao mês. No cheque empresarial, as faixas passarão de 5,31% a 7,89% ao mês para 5,23% a 7,81% ao mês.

Santander

O Santander também anunciou redução na taxa de juros para pessoa física. A medida também vale para o banco Real. "Nosso objetivo é que os clientes possam sentir, de fato, os efeitos das alterações feitas pelo governo. Dentro de nossa política de ampliar a concessão de crédito, trabalhamos para que nossos clientes sejam beneficiados de imediato", disse José Paiva Ferreira, vice-presidente sênior de Varejo.

A taxa do crédito pessoal está sendo reduzida em 5%. A taxa máxima cai de 6,69% para 6,36% ao mês.

No crédito consignado, a taxa mensal máxima cai de 3,60% para 3,50% ao mês e a taxa mínima de 1,99% para 1,89%, para contratos em até 1 ano.

O cheque especial também foi alterado: a taxa está sendo reduzida de 9,85% para 9,70% ao mês. No caso do Realmaster, a taxa também está sendo reduzida de 9,85% para 9,70% ao mês.

Caixa

A Caixa Econômica Federal informou que vai reduzir a taxa de 11 linhas de empréstimo para pessoa física e jurídica, como o crédito consignado, crédito pessoal, CDC, cheque especial, crédito especial empresa --prefixada, crédito especial empresa-- pós-fixada, entre outras linhas para pessoa jurídica.

No consignado, por exemplo, a Caixa reduziu a taxa de 2,5% para 2,39%. O banco também reduziu as taxas no crédito pessoal. Nas modalidades em que atua, a Caixa reduziu os juros de 4,98% para 4,85% ao mês. No CDC, a redução foi de 4,44% para 4,39% ao mês.

Arte Folha Online
Comentários dos leitores
Marcio Alves Vieira (107) 21/10/2009 19h31
Marcio Alves Vieira (107) 21/10/2009 19h31
Traduzindo:
O Governo, no meu entender, está se acovardando, acomodando, e pagando pra ver.
Nunca nas ultimas 2 décadas tivemos oprtunidades tão claras de desenvolvimento. Infelizmente, ainda na minha opinião, o governo se acovardou.
sem opinião
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jeferson neu (133) 03/09/2009 01h30
jeferson neu (133) 03/09/2009 01h30
Além é claro, o BC, do Possível Candidato nas Próximas Eleições Sr. Henrique Meireles, estar pensado nos lucros dos megaespeculadores internacionais...Tai outro grande motivo para a manutenção da Selic, junto com a elevação da dívida pública. sem opinião
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jeferson neu (133) 03/09/2009 01h21
jeferson neu (133) 03/09/2009 01h21
Podem esperar que na próxima ata do Copom, irá aparecer que eles estão preocupados com a fuga de investidores dos fundos de renda fixa para a poupança, ou que o aumento da demanda, por conta do fim da isenção do IPI, poderia causar falta de produtos (no caso veículos), e que isso produziria uma pressão sobre a inflação no futuro. Tudo isso para ficar de acordo com a opinião do mercado, e assim, tentar evitar a insistência de setores do planalto para reduzir a Selic. Esqueçam tudo isso, o BC está mesmo preocupado com o crescente aumento dos gastos do governo e a consequente elevação da dívida pública. Portanto, não haverá redução da Selic no médio prazo. Perfeitamente alinhado com o conservadorismo excessivo do BC Brasileiro. O BC deveria se preocupar mesmo com essa ideia absurda do governo em implementar índices de produtividade no campo. A hora que houver desabastecimento por conta da queda de produção, já que com essa portaria (que ele ilegal além de tudo) muitas propriedades, já sofridas por conta da carga tributária e dos altos custos de produção, que por muitas vezes são superiores aos preços finais, caso dos suinocultores e dos produtores de laranja, que são extremamente mal remunerados (quartel das empresas processadoras de suco), ai eu quero ver como eles irão fazer, com a inflação em disparada. 1 opinião
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