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Dinheiro
22/01/2009 - 13h40

Vale propõe licença remunerada e garantia de empregos até maio para MG e MS

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da Folha Online

A mineradora Vale apresentou a sindicatos de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, em reunião nesta quinta-feira, a proposta de concessão de licença remunerada com 50% do salário-base e garantia de empregos até 31 de maio deste ano.

"Esta medida possibilita a manutenção do nível de emprego nos Estados e assegura a preservação de todos os benefícios do acordo coletivo. Na proposta, a empresa também se compromete a garantir os empregos até 31 de maio de 2009", informou a companhia em comunicado.

A garantia de emprego só será concedida, conforme a empresa, aos profissionais ligados aos sindicatos que aceitarem esta proposta, "tanto os que vierem a entrar de licença remunerada quanto os que continuarem em atividade".

Segundo a empresa, a proposta é inédita no país. "Proposto pela primeira vez no Brasil, este tipo de acordo já acontece em vários países, inclusive com o subsídio de governos, que assumem uma parte dos dispêndios do acordo", comunicou a Vale, cujo presidente, Roger Agnelli, tem reunião agendada com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira.

Conforme o comunicado, a proposta da Vale prevê que a companhia arque "integralmente com os custos".

"O objetivo dessa nova proposta é possibilitar que a Vale consiga ganhar tempo para organizar sua produção em diferentes minas, de forma a se adequar à realidade de mercado. A empresa reafirma a sua confiança nas perspectivas do mercado global de minério de ferro", conclui.

No início de dezembro do ano passado, a Vale anunciou 1.300 demissões no mundo, sendo 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e pelo mundo. Outros 5.500 foram atingidos por férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.

"A proposição do mecanismo da licença remunerada vem se somar aos esforços anteriores já realizados pela empresa com o objetivo de manter os níveis de emprego, dentre eles o treinamento de empregados para atuar em novas funções, a realocação interna de empregados e a concessão de férias coletivas", informou a nota desta quinta-feira.

Veja os pontos da proposta da mineradora:

  • Licença remunerada com 50% do salário-base, garantido o mínimo de R$ 856 (piso salarial previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (2007/2009).
  • Manutenção integral de todos os benefícios do ACT 2007/2009, tais como assistência médica, previdência complementar, cartão-alimentação no valor de R$ 220 mensais, reembolso creche, reembolso escola e material escolar, seguro de vida, entre outros.
  • Garantia de manutenção do emprego até 31 de maio de 2009 para todos os empregados vinculados aos sindicatos que aceitarem o acordo, incluindo os que entrarem em licença e os que continuarem em atividade.
  • O empregado será informado com 15 dias de antecedência sobre o início da licença remunerada.
  • Em caso de necessidade operacional, a licença remunerada poderá ser interrompida, sendo comunicado com 15 dias de antecedência.
Comentários dos leitores
J. Campos (2) 17/07/2009 09h58
J. Campos (2) 17/07/2009 09h58
Caro, André Souza, se você tivesse estudado mais ou se a sua profesora tivesse te ensinado mais, teria aprendido que não foram só alguns ou poucos os casos de resistência dos negros à escravidão. A escravidão não foi assim tão passivamente aceita por eles, houve resistência e muita. Realmente as cotas não resolvem o problema, principalmente problemas como esse que você tem, que é o preconceito internalizado de si próprio.Que bom que seja negro, que tenha estudado em escola pública e vencido, mas precisa continuar estudando e aprender que a migração, por mais sofrida que foi, de japoneses,italianos,alemães, etc não foi igual ao processo de escravidão. sem opinião
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jeferson neu (17) 17/07/2009 00h03
jeferson neu (17) 17/07/2009 00h03
Mais eficiente do que um sistema de cotas (que diga-se de passagem, foi copiado do modelo americano, que não só fracassou, como também levou ao aumento do preconceito e da intolerância contra os afrodescentendes naquele país), seria a reforça do sistema de ensino no Brasil, com valorização dos professores, como aumento de salário e condições dignas de trabalho; aumento da carga horária no que se refere as aulas; investimento na melhoria das escolas, com ampliação de laboratórios, salas de informática, enfim, aumento do investimento na educação. Porém, como educação não é prioridade para o governo, ou para as elites, seja pelo temor do aumento do conhecimento, o que levaria a contestação maior, além do aumento do nível de consciência da população sobre o que está errado e por que está errado. Educação é a chave para uma revolução sócioeconômica e cultural de uma nação. Enquanto o país relegar a educação a segundo plano, o Brasil continuará a ser o país que é. Atrasado tecnológicamente, atrasado na pesquisa médica, com poucos projetos de vanguarda, com dificuldades de capacitar sua mão de obra, já que os cursos, além de não gratuitos, serem caros, o que dificulta o acesso da maioria da população a melhores postos de trabalho. Países que por conta de reformas educacionais, sairam da pobreza e hoje possuem outro status: Irlanda, Espanha, Portugal, Coréia do Sul, Taiwan, Singapura. A lista é longa. Por que o Brasil não faz parte dela? Falta vontade política. 2 opiniões
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J. Campos (2) 16/07/2009 19h42
J. Campos (2) 16/07/2009 19h42
Em relação ao texto de Carolina Souza, é preciso fazer uma ponderação. Concordo que o sistema de cotas não é a melhor forma de se gerar inclusão/igualdade, mas daí a achar que as condições em que chegaram os imigrantes são comparáveis a forma como chegaram os escravos ao Brasil é muito ingênuo. Eles não vieram à força ou acorrentados ao país.Os imigrantes precisaram lutar sim pelo seu espaço, mas os negros tiveram e têm obstáculos a mais para enfrentarem, quer sejam internos e externos. O processo de inclusão/igualdade se dará, entre outras coisas, com o incentivo a criação de escolas públicas de melhor qualidade. Escolas de qualidade que devam ser frequentadas não só por negros, mas também por pessoas como a dona Carolina ( peço-lhe desculpas )que escrevem aqui de forma equivocada. sem opinião
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