Lula adia a divulgação de pacote habitacional
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu suspender a divulgação do pacote para estimular o setor de habitação, prevista para a próxima semana. O adiamento se deve à falta de consenso dentro do governo sobre as principais medidas a serem incluídas no pacote, segundo reportagem de Sheila D'Amorim e Leandra Peres na edição da Folha de S.Paulo deste sábado (íntegra disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a Folha, em uma reunião na tarde de quinta-feira com os principais ministros envolvidos no debate, o presidente considerou que o trabalho não está maduro o suficiente para ser oficialmente lançado.
A reportagem informa que Lula considerou as ideias apresentadas "um bom começo", mas demonstrou irritação com a falta de concordância entre os ministros em torno de várias das cerca de 20 medidas listadas.
No último dia 16, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o governo federal deve anunciar e divulgar, até o Carnaval, uma série de medidas para estimular a economia diante da crise --entre as principais medidas está um novo pacote para o setor de habitação.
"Até o Carnaval, o governo vai apresentar sua programação orçamentária, que mostrará metas de receitas e gastos; vamos apresentar o balanço anual do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], com projeção dos investimentos; temos a anúncio das projeções de investimento da Petrobras; e o anúncio das medidas para a habitação", afirmou, em entrevista concedida à Agência Brasil.
Na quinta-feira (22), em reunião com ministros e diretores da Caixa Econômica Federal, o presidente Lula discutiu o lançamento de um plano habitacional voltado, principalmente, à baixa renda, informa o blog do Josias.
O governo pretende elevar, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, o valor do imóvel que poderá ser financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempos de Serviço).
Entre as propostas do pacote está a concessão a quem tem renda de até R$ 2.500 subsídio na aquisição da casa própria, permitindo o parcelamento de até 100% do valor da moradia. A ideia é aproximar as prestações do valor dos aluguéis pagos pelos compradores.
O governo planeja ainda instituir um fundo que garanta o pagamento das mensalidades de quem perder o emprego e conceder estímulos à aquisição de material de construção. Com o objetivo de reduzir o déficit habitacional e atenuar o desemprego, o plano deve facilitar o financiamento de até 1 milhão de casas entre 2009 e 2010.
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