Dinheiro
26/01/2009 - 08h54

Crise levará juro ao menor patamar da história, diz pesquisa do BC

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Os economistas ouvidos pelo Banco Central na pesquisa Focus esperam que a taxa básica de juros termine o ano no menor patamar da história. De acordo com o levantamento realizado na semana passada, a previsão para a taxa básica de juros no final do ano caiu de 11,25% para 11% ao ano.

A mudança ocorreu após a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) na última quarta-feira (21), quando o BC decidiu cortar a taxa Selic de 13,75% para 12,75% ao ano. Foi o maior corte de juros em cinco anos, motivado pela desaceleração da economia verificada nos últimos meses.

Após anunciar o corte, o BC indicou que os juros devem continuar caindo, mas com cortes menores.

Agora, os economistas esperam que os juros sejam reduzidos para 12,25% na reunião do Copom de março; 11,75% em abril; 11,25% em junho; e fique em 11% ao ano a partir de julho (o Copom se reúne a cada 45 dias, aproximadamente). Em 2010, a taxa chegaria a 10,75% ao ano.

PIB

A queda maior dos juros deve ser impulsionada pela desaceleração da economia neste ano, devido aos efeitos da crise econômica.

Foi mantida a previsão de crescimento da economia em 2009 de 2%, abaixo dos 3,2% estimados pelo BC e dos 4% previstos no Orçamento deste ano para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas). Para 2010, está previsto um crescimento de 3,8%.

A estimativa para a produção industrial caiu de 2,15% para 2%. Para o próximo ano, recuou de 4,3% para 4,05%.

A previsão para o dólar no fim deste ano ficou em R$ 2,30. Para 2010, está em R$ 2,28.

Inflação

Em relação às previsões de inflação, a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta para o BC, caiu de 4,80% para 4,64% (2009) e está em 4,5% para 2010. A meta de inflação é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta).

Para este ano, a expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) caiu de 4,91% para 4,49%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) recuou de 4,77% para 4,41%. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) caiu de 4,54% para 4,50%.

A estimativa para o saldo da balança comercial ficou em US$ 14,5 bilhões. A expectativa para o déficit em conta corrente neste ano ficou em US$ 25 bilhões.

As previsões de investimentos estrangeiros diretos ficaram em US$ 23 bilhões. A previsão para a relação dívida/PIB caiu de 36,75% para 36,45%.

Comentários dos leitores
O Pacificador (225) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (225) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
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Cristiano Garcia (375) 30/11/2009 10h12
Cristiano Garcia (375) 30/11/2009 10h12
Essa ultima piada do FMI é até engraçada...
Ele diz que já sabia e monitorava a situação economica de Dubai. Mas então por que não emitiu nenhum aviso, e tentou fazer algo para ajudar?
O que o FMI sabe fazer de melhor é desestabilizar economias emergentes propalando sua surrada e falsa doutrina economica.
Depois dessa quebradeira imposta por George Bush ao mundo, pensei que o FMI seria extinto, e que opiniões de bancos como Goldman Sachs e afins, que foram incompetentes e ou coniventes e ou cumplices com a quebradeira mundial iniciada por safados e ladroes de colarinho branco and black tie americanos, acreditei que essas opiniões nunca mais seriam usadas como norte em referencia à economia de qualquer país.
Quem sabe daqui umas 5 ou 6 gerações nos livraremos desses fósseis engessados e teremos de fato uma nova ordem mundial, centrada no homem.
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No fundo o problema é o seguinte:
As nações ricas estão numa corrida alucinada de quem consegue fazer a maior, mais alta e mais vultosa obra do planeta.
Quase que uma divisão entre a razão e o delírio, mas o sistema financeiro desta época global é muito sensível e qualquer " brisa " tende a se tornar um tornado.
Quantos monumentos da antiguidade vemos hoje ao redor do mundo em plena ruina acéu aberto ?!
Isso revela que o homem continua o mesmo, seu preceder não muda, mesmo que isso tenha que custar mão de obra miserável de países miseráveis.
A justiça por si só, encarrega-se de por as coisas no seu devido lugar, e o que era para ser glória acaba virando vergonha !!!
Até quando esses governos mundiais aprenderão que reinos, governos e nações se constroem com justiça e não com ganância ?!
" Quem muito alto quer subir e as estrelas chegar, não pode imaninar o tombo que poderá levar."
sem opinião
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