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Dinheiro
26/01/2009 - 11h01

Situação alimentar mundial pode piorar, diz diretor da FAO

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da France Presse

A situação alimentar mundial pode se agravar devido à crise financeira e a queda dos preços agrícolas, advertiu nesta segunda-feira o diretor geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), Jacques Diouf, na abertura da conferência internacional sobre segurança alimentar.

"A crise continua presente e pode se agravar", destacou Diouf em um discurso de abertura da reunião organizada em Madri ONU sobre segurança alimentar.

"A contração dos preços e a incerteza financeira pode desacelerar o investimento dos agricultores e implicar uma importante redução da produção em 2009/2010", acrescentou o diretor da FAO.

A produção de cereais aumentou em 2008, porém apenas nos países desenvolvidos, e o número de pessoas que passam fome subiu, chegando a quase um bilhão, lembrou Diouf.

A reunião de Madri é uma ocasião para fazer anúncios concretos após as promessas realizadas ano passado na Cúpula da FAO em Roma, acrescentou.

Os países membros da FAO se comprometeram, na Cúpula de Roma em junho de 2008, a reduzir à metade o número de pessoas que passam fome no mundo daqui até 2015, mas só prometeram recursos financeiros limitados.

Os representantes de 95 países que se reúnem nesta segunda-feira e amanhã em Madri vão tentar concretizar as promessas feitas na cúpula de Roma.

A reunião termina na terça-feira com uma declaração de Madri que estabelece os compromissos e as ações concretas dos países participantes para eliminar a fome no mundo.

A sessão final será presidida na terça-feira (27) pelo secretário geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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