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Dinheiro
26/01/2009 - 20h51

Obama defende ampliar comércio, mas evita discutir crise com Lula

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta segunda-feira para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro contato entre os dois chefes de Estado desde que o norte-americano foi empossado na presidência, há menos de uma semana. Na conversa, que durou 25 minutos, Lula e Obama falaram sobre as prioridades do presidente americano no cargo no que diz respeito à sua relação com o Brasil e a América Latina.

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O porta-voz da presidência, Marcelo Baumbach, afirmou que Lula e Obama não discutiram a crise econômica internacional. O norte-americano defendeu, apenas, maior incremento do comércio como alternativa para enfrentar as consequências da recessão econômica. "A única menção foi do presidente Obama de que é necessário se fomentar o comércio para se ter melhores condições de se atacar a crise", disse o porta-voz.

Nesse contexto, Obama demonstrou estar interessado em avanços nas negociações para rodada Doha como estratégia para fomentar o comércio internacional.

O presidente norte-americano demonstrou interesse em se encontrar com o presidente Lula "o mais rápido possível".

O brasileiro convidou o democrata para visitar o Brasil, o que pode ocorrer ainda neste ano, segundo o porta-voz. "O presidente Lula falou em abril, o presidente Obama aparentemente tem compromissos nesta época. O presidente Obama mencionou que talvez no verão americano fosse possível viajar ao Brasil. A ideia é que seja neste ano", afirmou Baumbach.

Obama também convidou Lula para um encontro em março, em Washington, uma vez que o presidente brasileiro estará em Nova York para participar de seminário de biocombustíveis.

"O presidente Lula irá ao seminário em Nova York e o presidente Obama o convidou para aproveitar essa oportunidade e ir a Washington para um encontro entre os dois", disse o porta-voz.

Além da conversa entre Lula e Obama, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) também vai conversar nesta segunda-feira com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Comentários dos leitores
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Parte 1
marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
sem opinião
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Parte 2
2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
sem opinião
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Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Antes Fidel, a que Obama. Sinceramente, achei também que haveria alguma mudança com a entrada de Obama no poder mais pelo que vi, a única mudança que houve foi partidária, continua da mesma forma de quando o "Belzebush" estava no poder, com as mesmas guerras, nada pelo planeta e só economia, economia, economia. E o pior de tudo, é que passou da hora do mundo começar a boicotar esse modelo estadunidense mais que infelizmente, quando o assunto é dinheiro, a força é maior. Fidel pode até ser conhecido pelo seu governo ditatorial, mais foi um governo capaz de "peitar" os interesses estadunidenses após presenciar o governo anterior, de Fulgêncio Batista, como a ilha estava entregue ao império, confirmação disso é a Ementa Platt. Mais enfim, Fidel fez coisas boas pela sua ilha e merece respeito agora Obama simplismente caiu no meu conceito. sem opinião
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