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Dinheiro
27/01/2009 - 11h20

Crédito cresce 31% em 2008 e bate recorde, mas estagna no fim do ano

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizada às 12h48

A crise financeira internacional reduziu a liberação de novos empréstimos para pessoas físicas e empresas, que ficou estagnada no último trimestre do ano. Mesmo assim, o volume de crédito na economia fechou 2008 com patamar recorde, segundo a pesquisa mensal de crédito do Banco Central, divulgada nesta terça-feira.

Em termos absolutos, o crédito bateu novo recorde: chegou a R$ 1,227 trilhão no final de dezembro, aumento de 31,1% no ano. Em 2007, o crédito havia registrado expansão de 27,8%.

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Também foi recorde na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas), passando de 40,4% em novembro para 41,3% no mês passado. No final de 2007, estava em 34,2%.

Houve queda, no entanto, nas novas concessões de crédito depois da piora da crise internacional. No último trimestre do ano, as novas concessões ficaram praticamente estáveis (alta de 0,1%), afetadas pela paralisação no crédito em outubro e novembro.

O mês de dezembro apresentou recuperação, com um aumento de 14% nas concessões. A liberação de crédito para empresas subiu 16,8% no mês passado. Para o consumidor, avançou 8,1%.

De acordo com o BC, a recuperação de dezembro se deve à liberação de recursos subsidiados por meio do BNDES (banco estatal de desenvolvimento). Os recursos direcionados aumentaram a base de crédito em 3,4%. Já os recursos livres, ficaram com expansão de 0,9%.

Bancos públicos

No último trimestre do ano passado, os bancos públicos aumentaram sua participação na liberação de crédito no país de 34% para 36%, tirando espaço do setor privado. O aumento se deveu à decisão governamental para tentar reativar o crédito durante o pior momento da crise.

"O que nós observamos hoje é uma estabilidade no crédito livre e um aumento no crédito direcionado. Isso abre mais espaço para os bancos públicos, que aumentaram sua participação no crédito entre setembro e dezembro", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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