Tesouro dos EUA quer mais transparência no plano de resgate bancário
da France Presse, em Washington
O Tesouro americano anunciou nesta terça-feira novas regras para tornar mais transparente a concessão de fundos do plano de resgate financeiro e limitar a influência de grupos de pressão sobre as decisões de investimento do Estado.
Esta é a primeira decisão anunciada pelo novo secretário do Tesouro, Tim Geithner, que prestou juramento na noite de segunda-feira.
Timothy Geithner deverá trazer para a pasta uma ampla experiência internacional e a perspicácia de um tecnocrata dos mercados, num momento em que a economia americana precisa de toda a ajuda possível para sair da crise.
"Tim não vai perder tempo para começar a trabalhar a todo vapor", afirmou Obama ao nomeá-lo, em novembro passado, quando disse que ele seria "o principal porta-voz econômico do meu governo".
Aos 47 anos, Geithner, que substitui Henry Paulson, era presidente do Fed de Nova York e também ocupava o posto de vice-presidente do Comitê Federal de Política Monetária do Fed, tendo sido uma figura chave nas negociações que resultaram no plano do governo americano de resgate do Citigroup.
Além disso, o novo secretário coordenou os resgates do gigante dos seguros AIG e do banco Bear Sterns no ano passado, além de ter colaborado para a decisão de deixar o banco Lehman Brothers quebrar.
Geithner é um velho colaborador do Tesouro, tendo escalado várias posições dentro do governo americano entre 1988 e 2001, quando chegou a ocupar a subsecretaria de Assuntos Internacionais.
"Isso significa que ele esteve a cargo da política do dólar americano e possui grande conhecimento dos mercados de câmbio", indicou Andrew Busch, analista da BMO Capital Markets.
"Ao contrário da época dos novatos Paul O'Neill e John Snow, não haverá muitos erros que permitam fazer dinheiro fácil", acrescentou, referindo-se aos dois primeiros secretários do Tesouro nomeados por George W. Bush.
Antes que irrompesse a atual crise econômica, em meados de setembro, Geithner já havia advertido que o sistema financeiro dos Estados Unidos e do mundo estavam "em um período de ajuste muito desafiador".
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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