Dinheiro
27/01/2009 - 16h51

Obama vai ao Congresso para negociar apoio a pacote com republicanos

Publicidade

da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi nesta terça-feira ao Congresso para intensificar seu esforço para lutar contra uma crise econômica que piora a cada dia e para convencer seus adversários republicanos a aprovarem um gigantesco plano de recuperação.

Ele irá discutir com deputados e senadores republicanos o pacote de US$ 825 bilhões para estimular a economia americana. O presidente procura conquistar apoio tanto de democratas como de republicanos para a medida. O pacote seria aprovado apenas com os votos dos democratas, que são maioria no Congresso, mas o presidente quer que o apoio bipartidário esteja por trás da aprovação do pacote.

Ontem, Obama disse que o Congresso não pode se permitir demorar na aprovação do pacote de estímulo à economia, de US$ 825 bilhões, que se encontra atualmente em negociação entre republicanos e democratas. Ele pediu uma decisão "rápida e extraordinária" e um "sentido de urgência e um objetivo comum" para a aprovação da medida.

O senador republicano John McCain, ex-rival de Obama na disputa presidencial, afirmou neste domingo que não deve apoiar o plano de Obama já que ele não cria empregos suficientes para compensar as perdas dos últimos anos. "Deve haver grandes mudanças se nós queremos que [o plano] estimule a economia. Como está agora, eu não posso votar nele", disse o republicano, em entrevista à Fox.

O estrategista político democrata Jaime Harrison disse, segundo a CNN, que Obama terá de conversar com os republicanos para integrar ideias da oposição ao pacote. Segundo ele, os cortes de impostos já incluídos na medida são um exemplo de boa vontade dos democratas em colaborar.

"Esse é um pacote com uma série de coisas diferentes --de cortes de impostos e investimentos em infraestrutura, e isso tem tudo a ver com empregar pessoas e dar descontos em impostos para os trabalhadores", afirmou.

Segundo a proposta apresentada pelos democratas, o plano será composto por US$ 275 bilhões relativos a reduções de impostos e US$ 550 bilhões em investimentos prioritários programados. Obama já teve uma primeira recepção favorável à medida no último dia 21, quando o Comitê de Apropriações da Câmara (que controla projetos de leis e de gastos públicos) aprovou um pacote de US$ 358 bilhões, por 35 votos a 22.

O valor do pacote pode inclusive ultrapassar os US$ 825 bilhões propostos inicialmente, disse na semana passada o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Mesmo com os democratas será preciso haver alguma negociação. "O pedido do presidente por um compromisso foi completamente ignorado por deputados democratas que querem usar um momento de crise econômica para custear suas próprias prioridades sob o disfarce de estimular a economia", disse o deputado republicano Mike Pence, que acusou os democratas de se aproveitarem do momento em nome de objetivos particulares. "A legislação democrata não vai estimular nada além de mais interferência governamental e mais endividamento."

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
sem opinião
avalie fechar
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
sem opinião
avalie fechar
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4366)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca