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Dinheiro
28/01/2009 - 17h45

Leia a nota do Fed sobre a manutenção dos juros entre zero e 0,25%

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da Folha Online

O Federal Reserve (Fed, o BC americano) manteve hoje sua taxa de juros em uma margem de variação de zero a 0,25% ao ano. Veja a íntegra da nota do banco, divulgada após o anúncio da decisão.

Federal Reserve mantém taxa de juros nos EUA entre zero e 0,25%

"O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu hoje manter sua meta para os fundos federais entre zero e 0,25%. O comitê continua a antecipar que as condições da economia provavelmente continuarão a recomendar níveis excepcionalmente baixos para a taxa dos fundos federais por algum tempo.

As informações recebidas desde o encontro do comitê, em dezembro, sugerem que a economia enfraqueceu ainda mais. A produção industrial, as construções de casas e o emprego continuaram a declinar acentuadamente, enquanto consumidores e empresas cortaram seus gastos. Além disso, a demanda global parece estar desacelerando significativamente. As condições em alguns mercados financeiros melhoraram, em parte refletindo os esforços governamentais para oferecer liquidez e reforçar as instituições financeiras; não obstante isso, as condições de crédito para os domicílios e firmas continuam extremamente restritas. O comitê antecipa que uma recuperação gradual na atividade econômica deve começar mais à frente neste ano, mas os riscos de baixa para esse cenário são significativos.

À luz dos declínios nos preços da energia e de outras commodities nos últimos meses e das perspectivas de uma lentidão econômica considerável, o comitê espera que as pressões inflacionárias permaneçam sob controle nos próximos trimestres. Além disso, o comitê vê algum risco de que a inflação possa persistir por algum tempo abaixo das taxas que melhor incentivem o crescimento econômico e a estabilidade de preços no longo prazo.

O Federal Reserve vai empregar todas as ferramentas disponíveis para promover a retomada do crescimento econômico sustentável e para preservar a estabilidade de preços. O foco da política do comitê é apoiar o funcionamento dos mercados financeiros e estimular a economia através de operações no mercado aberto e outras medidas que provavelmente manterão o balanço do Federal Reserve em um nível alto. O Federal Reserve continua a comprar grandes quantidades de dívidas e títulos lastreados em hipotecas para oferecer apoio aos mercados de hipotecas e imobiliário, e permanece pronto para expandir a quantidade de tais compras e a duração do programa de compras, conforme as condições exigirem.

O comitê também está preparado para comprar títulos do Tesouro de longo prazo se as circunstâncias indicarem que tais transações serão serão particularmente eficientes na melhoria das condições nos mercados privados de crédito. O Federal Reserve vai implementar o Instrumento de Empréstimos contra Títulos Lastreados em Ativos para facilitar a extensão do crédito a domicílios e pequenas empresas. O comitê vai continuar a monitorar com cuidado o tamanho e a composição do balanço do Federal Reserve à luz dos desenvolvimentos no mercado financeiro e a avaliar se as expansões ou modificações nas linhas de empréstimo servirão para dar mais apoio aos mercados de crédito e à atividade econômica, e ajudar a preservar a estabilidade de preços."

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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