Leia a nota do Fed sobre a manutenção dos juros entre zero e 0,25%
da Folha Online
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) manteve hoje sua taxa de juros em uma margem de variação de zero a 0,25% ao ano. Veja a íntegra da nota do banco, divulgada após o anúncio da decisão.
Federal Reserve mantém taxa de juros nos EUA entre zero e 0,25%
"O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu hoje manter sua meta para os fundos federais entre zero e 0,25%. O comitê continua a antecipar que as condições da economia provavelmente continuarão a recomendar níveis excepcionalmente baixos para a taxa dos fundos federais por algum tempo.
As informações recebidas desde o encontro do comitê, em dezembro, sugerem que a economia enfraqueceu ainda mais. A produção industrial, as construções de casas e o emprego continuaram a declinar acentuadamente, enquanto consumidores e empresas cortaram seus gastos. Além disso, a demanda global parece estar desacelerando significativamente. As condições em alguns mercados financeiros melhoraram, em parte refletindo os esforços governamentais para oferecer liquidez e reforçar as instituições financeiras; não obstante isso, as condições de crédito para os domicílios e firmas continuam extremamente restritas. O comitê antecipa que uma recuperação gradual na atividade econômica deve começar mais à frente neste ano, mas os riscos de baixa para esse cenário são significativos.
À luz dos declínios nos preços da energia e de outras commodities nos últimos meses e das perspectivas de uma lentidão econômica considerável, o comitê espera que as pressões inflacionárias permaneçam sob controle nos próximos trimestres. Além disso, o comitê vê algum risco de que a inflação possa persistir por algum tempo abaixo das taxas que melhor incentivem o crescimento econômico e a estabilidade de preços no longo prazo.
O Federal Reserve vai empregar todas as ferramentas disponíveis para promover a retomada do crescimento econômico sustentável e para preservar a estabilidade de preços. O foco da política do comitê é apoiar o funcionamento dos mercados financeiros e estimular a economia através de operações no mercado aberto e outras medidas que provavelmente manterão o balanço do Federal Reserve em um nível alto. O Federal Reserve continua a comprar grandes quantidades de dívidas e títulos lastreados em hipotecas para oferecer apoio aos mercados de hipotecas e imobiliário, e permanece pronto para expandir a quantidade de tais compras e a duração do programa de compras, conforme as condições exigirem.
O comitê também está preparado para comprar títulos do Tesouro de longo prazo se as circunstâncias indicarem que tais transações serão serão particularmente eficientes na melhoria das condições nos mercados privados de crédito. O Federal Reserve vai implementar o Instrumento de Empréstimos contra Títulos Lastreados em Ativos para facilitar a extensão do crédito a domicílios e pequenas empresas. O comitê vai continuar a monitorar com cuidado o tamanho e a composição do balanço do Federal Reserve à luz dos desenvolvimentos no mercado financeiro e a avaliar se as expansões ou modificações nas linhas de empréstimo servirão para dar mais apoio aos mercados de crédito e à atividade econômica, e ajudar a preservar a estabilidade de preços."
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
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O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
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O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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