Bovespa fecha em baixa de 1,46%, após quatro dias de ganhos
da Folha Online
O pessimismo sobre a economia mundial arrastou a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) no pregão desta quinta-feira, após quatro dias consecutivos de ganhos. Prejuízos bilionários de grandes empresas globais, junto com números bastante negativos da economia, formaram o quadro no qual as Bolsas caíram na Europa, nos EUA e no Brasil. E mesmo com as intervenções do BC (Banco Central), o câmbio subiu e bateu R$ 2,29.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, retrocedeu 1,46% no fechamento e marcou 39.638 pontos. O giro financeiro foi de R$ 2,83 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York, que ainda opera, tem queda de 2,34%.
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,294 na venda, o que representa uma alta de 0,83%. A taxa de risco-país marca 488 pontos, número 0,97% abaixo da pontuação anterior.
O Banco Central realizou um leilão de venda de dólares com recompra, repassando US$ 675 milhões para o mercado. A taxa de venda foi de R$ 2,2670 enquanto a taxa de recompra (programada para junho) foi de R$ 2,3386. Mais tarde, às 15h33, o BC vendeu dólares (com queima de reservas), aceitando ofertas por R$ 2,2910 (taxa de corte).
Entre as principais notícias do dia, a fabricante americana de veículos Ford Motors anunciou um prejuízo de US$ 5,9 bilhões no quarto trimestre. Em 2008, as perdas totais somam US$ 14,57 bilhões, ante um prejuízo de US$ 2,72 bilhões registrado no exercício de 2007.
O Departamento de Trabalho dos EUA informou que o número de beneficiados pelo auxílio-desemprego atingiu o número recorde de 4,78 milhões de pessoas, até a semana encerrada no último dia 17. Trata-se do maior número desde 1967, início da série histórica. E outro órgão do governo americano, o Departamento de Comércio, revelou que as vendas de imóveis novos despencaram 14,7% em dezembro, o pior desempenho desde 1963.
No front doméstico, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), divulgada hoje, mostrou que o Banco Central já prevê que a inflação possa ficar abaixo da meta de 4,5% neste ano e em 2010. Para a instituição, a probabilidade de que pressões inflacionárias 'inicialmente localizadas' apresentem riscos para a inflação futura diminuiu. Analistas afirmam que o documento reforça a expectativa de que a taxa Selic caia nos próximos meses.
A FGV (Fundação Getulio Vargas) revelou que o IGP-M apontou deflação de 0,44% em janeiro, ainda mais acentuada do que o esperado por boa parte dos analistas do setor financeiro (deflação de 0,40%).
O mercado não se animou nem com a aprovação do pacote anticrise da administração Barack Obama na Câmara dos Representantes dos EUA (Deputados), ontem à noite.
"O plano do governo Obama, aprovado com emendas ontem à noite pela Câmara dos Estados Unidos, não obteve o apoio esperado da oposição, sinalizando que no Senado, onde os Republicanos são mais fortes, as dificuldades serão muito grandes", comentou Miriam Tavares, diretora da AGK Corretora, em seu boletim diário sobre o mercado financeiro.
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RESUMINDO: O COMPLEXO DE VIRA-LATA NÃO DEIXA A PESSOA VER QUE O BRASIL MELHOROU.
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LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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