20/06/2002
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10h57
Pressionado pela crise na Argentina, o Uruguai anunciou a adoção de um regime de livre flutuação do peso a partir desta quinta-feira, encerrando um sistema de bandas em razão do contágio da crise argentina.
"A partir de hoje adotaremos um regime de câmbio de livre flutuação", afirmou o ministro da Economia, Alberto Bension. O Banco Central informou que haverá intervenção apenas limitada para impulsionar a moeda.
A economia do Uruguai, amplamente dependente de bancos, turismo e agricultura, tem sido prejudicada por uma fuga de depósitos e uma queda no gasto do consumidor este ano, devido sobretudo ao contágio dos quatro anos de recessão argentina.
Sob o sistema anterior de banda cambial, o Banco Central do Uruguai intervinha no mercado para assegurar a cotação dentro de sua faixa. Porém, com o regime de banda cambial as exportações uruguaias perderam terreno na Argentina, onde a moeda local já sofreu desvalorização de 70%.
Além disso, ao adotar o mesmo regime em vigor na Argentina e no Brasil, o governo uruguaio tenta adequar-se à situação regional, que já pressionava o câmbio no país. Até hoje, o dólar oscilava numa faixa de 12%, com piso e teto fixados diariamente pelo BC do Uruguai.
Ontem, o FMI (Fundo Monetário Internacional) afirmou que a crise argentina está afetando a economia uruguaia. "Nós deixamos bem claro que a situação no Uruguai tem a ver em grande parte com a situação no vizinho argentino", afirmou o porta-voz do FMI, Thomas Dawson.
O Fundo deve anunciar na próxima semana um repasse de recursos que pode chegar a US$ 2 bilhões para o Uruguai enfrentar a crise no país vizinho.
Com informações da Reuters.
Leia mais no especial sobre Argentina
Uruguai adota regime de livre flutuação da moeda
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da Folha OnlinePressionado pela crise na Argentina, o Uruguai anunciou a adoção de um regime de livre flutuação do peso a partir desta quinta-feira, encerrando um sistema de bandas em razão do contágio da crise argentina.
"A partir de hoje adotaremos um regime de câmbio de livre flutuação", afirmou o ministro da Economia, Alberto Bension. O Banco Central informou que haverá intervenção apenas limitada para impulsionar a moeda.
A economia do Uruguai, amplamente dependente de bancos, turismo e agricultura, tem sido prejudicada por uma fuga de depósitos e uma queda no gasto do consumidor este ano, devido sobretudo ao contágio dos quatro anos de recessão argentina.
Sob o sistema anterior de banda cambial, o Banco Central do Uruguai intervinha no mercado para assegurar a cotação dentro de sua faixa. Porém, com o regime de banda cambial as exportações uruguaias perderam terreno na Argentina, onde a moeda local já sofreu desvalorização de 70%.
Além disso, ao adotar o mesmo regime em vigor na Argentina e no Brasil, o governo uruguaio tenta adequar-se à situação regional, que já pressionava o câmbio no país. Até hoje, o dólar oscilava numa faixa de 12%, com piso e teto fixados diariamente pelo BC do Uruguai.
Ontem, o FMI (Fundo Monetário Internacional) afirmou que a crise argentina está afetando a economia uruguaia. "Nós deixamos bem claro que a situação no Uruguai tem a ver em grande parte com a situação no vizinho argentino", afirmou o porta-voz do FMI, Thomas Dawson.
O Fundo deve anunciar na próxima semana um repasse de recursos que pode chegar a US$ 2 bilhões para o Uruguai enfrentar a crise no país vizinho.
Com informações da Reuters.
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