Governo da Bolívia investiga estatal petrolífera por corrupção
da Efe, em La Paz
O governo da Bolívia iniciou nesta segunda-feira a auditoria dos escritórios da estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) para investigar suspeita de cobranças de propina.
A vice-ministra da Luta contra a Corrupção, Nardi Suxo, chegou no começo da manhã aos escritórios de YPFB, no centro de La Paz, para iniciar uma auditoria jurídica e financeira na empresa, disse à imprensa.
"Vamos recolher toda documentação com informação pertinente que existe na parte jurídica e financeira", afirmou Suxo.
A vice-ministra investiga o ex-presidente de YPFB Santos Ramírez por suspeita de corrupção --o caso veio à tona há seis dias, depois do assassinato de um empresário boliviano que tinha negócios com a estatal petrolífera.
Trata-se de Jorge O'Connor, de quem um grupo de assaltantes roubou US$ 450 mil que levava em uma mala --dinheiro que, segundo a oposição, poderia ser para uma comissão ilegal por um contrato milionário com a YPFB.
Quando foi assaltado, o empresário chegava a uma casa que, segundo diversas fontes, pertence a parentes de Giovanna Navia Doria Medina, mulher do agora ex-presidente da YPFB e deputada suplente.
O escândalo levou o presidente da Bolívia, Evo Morales, a substituir a Santos Ramírez pelo ex-ministro do Planejamento Carlos Villegas.
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