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Dinheiro
03/02/2009 - 16h44

Faturamento da indústria cai 16,2% no último trimestre e CNI já vê recessão

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) já avalia a possibilidade de que o Brasil registre uma recessão técnica --dois trimestres seguidos de queda na atividade econômica-- devido aos efeitos da crise financeira.

Em dezembro, a entidade previa uma desaceleração de 1,5% no PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no período) do último trimestre de 2008. Na época, no entanto, não eram esperados resultados tão ruins como os divulgados hoje em relação ao desempenho da indústria entre outubro e dezembro de 2008.

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De acordo com a CNI, o faturamento da indústria brasileira caiu 16,2% no último trimestre de 2008, contra o trimestre anterior, sem ajuste sazonal. Com ajuste, a queda foi de 10,4% na mesma comparação.

Já as horas trabalhadas recuaram 19,2% e o emprego caiu 3,4% (dados sem ajuste). Descontando a sazonalidade do período, essas quedas ficaram em 10,1% e 1%, respectivamente.

Para o início de 2009, a confederação espera que os resultados não sejam tão ruins, mas os números ainda devem ser negativos. Ele destacou como preocupante também o dado da produção industrial divulgada mais cedo pelo IBGE, que mostra um recuo de quase 20% em três meses.

"O último trimestre do ano vai ser negativo. A gente não sabe quanto. As dificuldades do primeiro trimestre podem levar a caracterizar uma recessão", disse o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

Dezembro

A indústria brasileira fechou o mês de dezembro com os piores resultados dos últimos seis anos, de acordo com a pesquisa mensal da CNI. O emprego na indústria caiu 0,5% em relação a novembro e as horas trabalhadas na produção caíram 8%.

Esses são os piores números da série histórica da CNI, iniciada em 2003, para meses de dezembro.

A crise também levou a indústria a registrar o menor índice de capacidade instalada desde abril de 2006 (80,2%). Essa é uma das principais preocupações do Banco Central para reduzir cautelosamente os juros, pois o alto uso da capacidade indica a possibilidade de pressões inflacionárias.

Comentários dos leitores
wilson flores (14) 19/12/2009 06h52
wilson flores (14) 19/12/2009 06h52
Meu caro Wellingtom silva vc. deve ser parente do Lula ou fanático petista , que não esquece o FHC,que tinha uma visão do mundo conhecimento internacional e diplomático, inteligencia para arumar um equipe capaz de bolar um plano econômico, capaz de debelar uma inflação de 2500% ao ano que o sr. Lula e o PT fez campanha comtra o plano real dizendo que era eleitoreiro , que estabilizou a economia por oito anos mesmo emfentandos varias crise mundial e não um marolinha ,e o povo tem memoria curta esqueceu tudo isso, e ai elegeu o sr.Lula que encontrou maré mansa, navegando em aguas tranquilas, e depois de sete anos ai sim o projeto eleitoreiro do minha minha vida que inflacionou o mercado nas grandes cidade e fazendo casinha de bonecas nas periferias das cidade você vem me dizer que tudo mudou a partir do sr.Lula , nem JESUS que é o máximo foi prepotente coma o LULA,menos humildade faz bem a qualquer um, se aumentou o crédito, os prazos de financiamento ,baixou o juros ,é porque encontrou o país estabilizado politica de reduzir imposto é fácil, é temporária, enquanto isso o Hospitais estão abondonados o saneamento básico êle veio investir apartir de agora porque vai ter eleição e êle precisa fazer bravatas.
Feliz Natal a todos os leitores da folha
wilson flores
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jose santos (1) 19/12/2009 05h22
jose santos (1) 19/12/2009 05h22
É o Brasil mostrando que está crescendo como nação . Dando oportunidades para todos terem condições dignas de moradias sem esquecer de valorizar o emprego formal para o nosso povo. Parabéns Brasil!!!! sem opinião
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Wellington Silva (69) 18/12/2009 11h26
Wellington Silva (69) 18/12/2009 11h26
Record nem empregos formais , estabilidade aconômica, crescimento, caças, Copenhag, Brics, Esse Brasil nem parece aquele governado pelo FHC.
Grande Lula, grande presidente.
4 opiniões
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