Valor do pacote de estímulo à economia dos EUA já passa de US$ 900 bi
da Folha Online
O valor do pacote de estímulo à economia dos EUA, que já foi aprovado pela Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e aguarda votação no Senado, já passa de US$ 900 bilhões, após os acréscimos feitos por senadores. O Senado quer que sejam incluídos no pacote recursos para pesquisas médicas e cortes de impostos para compra de carros. Quando foi votado pelos deputados na semana passada, o valor do pacote era de US$ 819 bilhões.
Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), o valor pode ficar ainda mais alto se for ampliado o corte de impostos para compra de imóveis residenciais.
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
O presidente americano, Barack Obama, disse em uma entrevista à rede de TV CNN que pode retirar do pacote itens que "possam não estimular de fato a economia no momento". Ele ainda mostrou disposição em tirar da medida a cláusula conhecida como "Buy American" ("Compre Produtos Americanos", em tradução livre), pela qual os projetos de infraestrutura que serão financiados com o dinheiro do pacote só poderão utilizar ferro, aço e manufaturados produzidos nos Estados Unidos.
A senadora democrata Barbara Mikulski, por sua vez, conseguiu que fosse aprovada (por 71 votos contra 26) uma proposta de desconto de impostos a quem comprar um carro novo. O corte deve custar ao governo US$ 11 bilhões --os compradores de carro podem economizar, assim, entre US$ 1.500 na compra de um carro de US$ 25 mil. "Assim como precisamos ver o mercado imobiliário se recuperar, precisamos ver o mercado automobilístico se recuperar", disse a senadora democrata Debbie Stabenow à AP.
Já o senador republicano Johnny Isakson propõe um incentivo fiscal de até US$ 15 mil para quem comprar uma casa neste ano, o que pode gerar um custo para o governo de US$ 18,5 bilhões.
Outros congressistas democratas vêm estudando, com a orientação de lideranças do partido, cortes no pacote em determinados projetos de gastos públicos, na tentativa de obter apoio dos republicanos. Na semana passada, o pacote foi aprovado na Câmara sem um único voto republicano.
Ontem, o Senado rejeitou uma proposta de acréscimo de US$ 25 bilhões ao pacote para obras públicas, além de outra proposta de um incentivo fiscal de US$ 246 milhões para produtoras de filmes. Os republicanos, no entanto, concordaram com um acréscimo de US$ 6,5 bilhões em fundos de pesquisa para os NIH (Institutos Nacionais de Saúde).
Na semana passada, Obama elogiou a Câmara pela aprovação do pacote e afirmou estar confiante que o Senado adotará a mesma postura. No último dia 23, o presidente americano disse que o novo pacote deve ser aprovado até o dia 16 de fevereiro.
Leia mais notícias sobre a crise nos EUA
- Europa tenta convencer EUA a eliminar cláusula protecionista sobre aço
- PIB dos EUA no 4º trimestre tem pior desempenho desde 1982
- Obama cria força-tarefa para ajudar classe média
Outras notícias sobre economia em Dinheiro
- Atividade manufatureira na China registra queda em janeiro
- Lucro do grupo farmacêutico Roche cai 5% em 2008
- Crise faz Panasonic fechar 27 fábricas e demitir 15 mil funcionários
Especial
- Veja o que há em nosso especial governo Obama
- Veja o que há em nosso especial Crise nos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar