Mantega diz que desempenho em dezembro foi "susto" e descarta recessão
EDUARDO CUCOLO
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Atualizada às 13h29
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o desempenho negativo da economia registrado no final de 2008 foi apenas um "susto" e que haverá uma recuperação da economia ao longo de 2009. Ele descartou qualquer possibilidade de recessão e afirmou que "a coisa não está tão feia quanto se pintava".
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Em dezembro, a redução do emprego com carteira alcançou o patamar recorde de 650 mil vagas fechadas. Já a indústria registrou os piores dados em 18 anos. Diante dos dados, o presidente Lula falou em desaceleração da economia e o setor industrial já prevê a possibilidade de recessão no país.
"Não vamos ter recessão em 2009, não teremos crescimento negativo. Não se impressionem com os números de dezembro de 2008, porque eles representam o momento de maior impacto da crise", afirmou.
Para Mantega, houve um corte na produção do país motivada por uma avaliação equivocada de que não haveria consumo. As indústrias aproveitaram então para queimar seus estoques. A partir de janeiro, no entanto, já deve haver uma retomada da produção, na previsão do ministro.
"O resultado do consumo em dezembro será positivo e bastante elevado. Em janeiro, teremos uma retomada dos investimentos, porque a coisa não está tão feia quanto se pintava."
O ministro afirmou que o governo mantém a meta de crescer 4% em 2009, mais que o dobro do previsto pelos economistas na pesquisa Focus (1,8%) e acima da previsão de 3,2% do Banco Central. Mantega voltou a afirmar que o número do governo é mais uma meta do que uma previsão.
"Nós mantemos as nossas projeções, porque elas são metas a serem alcançadas."
PAC
O governo divulgou hoje o balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e aumentou em R$ 142 bilhões o montante previsto para as obras até 2010. Para o período pós 2010, foram acrescentadas obras que somam 313 bilhões. Com isso, o programa soma agora R$ 1,14 trilhão, R$ 455 bilhões a mais do que o previsto no lançamento, há dois anos.
No inicio, a previsão era de gastar R$ 503,9 bilhões entre 2007 e 2010 e R$ 189 bilhões a partir de 2010. Agora, os gastos serão de R$ 646 bilhões e R$ 502 bilhões, respectivamente.
O objetivo do governo é estimular a economia do país durante a crise. Entre os principais projetos do novo aporte está o crédito para a Petrobras explorar petróleo na camada do pré-sal.
Até agora, o governo federal gastou apenas 60,32% do previsto no Orçamento da União para obras do PAC. No ano passado, foram efetivamente pagos R$ 11,4 bilhões por obras do programa, sendo que a dotação era de 18,9 bilhões. O valor empenhado (reservado para pagamento) em 2008 chega a R$ 17 bilhões.
Ainda assim, o total gasto é 55% maior do que o de 2007, quando o governo pagou efetivamente R$ 7,3 bilhões. Desde o lançamento do programa, foram pagos R$ 18,7 bilhões e empenhados R$ 33 bilhões.
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Que ingenuidade.
Brasil esta no seu limite.
Crescer a base de estatais e cargos públicos é pura ilusão.
Burocracia, altos impostos para sustentar a máquina pública ineficiente, sérios problemas sociais,etc.
Estou sendo pessimista?
[]s
Eduardo.
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[]s
Eduardo.
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