Publicidade

Dinheiro
05/02/2009 - 09h15

Produção industrial em dezembro cai em 12 das 14 regiões, diz IBGE

Publicidade

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizada às 9h47

A produção industrial caiu em 12 das 14 regiões pesquisadas em dezembro, na comparação com o mês anterior, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os principais recuos foram observados em Minas Gerais (-16,4%), Bahia (-15,6%) e São Paulo (-14,9%). A indústria só apresentou resultado positivo no Amazonas (0,9%) e em Goiás (0,4%).

Em dezembro, a produção industrial caiu 12,4% na média nacional, o menor nível verificado desde o início da série histórica, em 1991. O agravamento da crise resultou na queda generalizada de toda a indústria, com 25 dos 27 setores avaliados apresentando retração.

Folha Imagem
Funcionário trabalha em forno de siderúrgica em MG, onde produção caiu 16,4%
Funcionário trabalha em forno de siderúrgica em MG, onde produção caiu 16,4%

No resultado fechado de 2008, porém, todas as regiões tiveram alta, com exceção de Santa Catarina (-0,7%). Os destaques, ao longo do ano, foram as produções do Paraná (8,6%), Goiás (8,5%), Espírito Santo e Pará (ambos com 5,6%) e São Paulo (5,3%).

Já na comparação com dezembro de 2007, a produção da indústria caiu em 13 das 14 regiões avaliadas. As maiores quedas foram observadas no Espírito Santo (-29,6%), Minas Gerais (-27,1%), Rio Grande do Sul (-15,5%), São Paulo (-14,5%). Apenas em Goiás foi registrada variação positiva, com alta de 1,1%.

Na avaliação regional, o IBGE constatou que Espírito Santo (-9,2 p.p.), Minas Gerais (-5,0 p.p.) e São Paulo (-3,4 p.p.) registraram as maiores perdas a partir do último trimestre, diante do novo cenário econômico.

O instituto explicou que o fato de essas regiões terem sua estrutura industrial ligada fortemente à presença da cadeia automotiva e de segmentos produtores de commodities, especialmente as produções de minério de ferro e aço, fez com que as produções locais despencassem

No último trimestre de 2008, todas os locais avaliados apresentaram resultado negativo, na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os piores resultados foram observados no Espírito Santo (-21,7%), Minas Gerais (-16,2%) e Rio Grande do Sul (-10,3%). No confronto com o quarto trimestre de 2007, houve alta apenas no Pará (1,6%), Goiás (1,4%) e Paraná (1,0%).

Comentários dos leitores
João Felippe Junior (3) 11/12/2009 11h16
João Felippe Junior (3) 11/12/2009 11h16
Concordo mesmo com o Sr. José Motta. Ao invés de oferecer incentivos ficais para a compra de carros, o governo deveria subsidiar ou até mesmo criar mecanismos para fazer com que o transporte público fosse melhor e mais "barato". Para que pagar mais de 2 reais por um viagem de ônibus se, dependendo do trajeto, fica muito mais em conta ir de carro, com conforto (considerando somente as despesas de combutível)?
E sim, também é verdade, os carros no Brasil são caríssimos, se comparados com os vendidos no exterior. Preste atenção: Um carro que entra no mercado como importado, não tem muito redução de valor se passa a ser montado aqui, mesmo que o imposto de importação é muito maior.
Essas montadoras só querem ganhar dinheiro em cima do povo brasileiro! E muitos acham que tem um carro nacional. Nacional? Que nacional, que nada. O carro seria nacional se fosse desenvolvido e produzido por uma empresa nacional, e não uma subsidiária de uma montadora estrangeira, que tem que remeter lucros para fora.
O Brasil é o único país dos tais BRIC que não tem uma marca própria de automóveis de expressão. Por quê? Nós temos condições e tecnologia para fazer isso... Só falta apoio. E da própria população! Se a saudosa Gurgel tivesse isso, talvez fosse uma multinacional brasileira hoje...
E por quê um grande grupo brasileiro não pode comprar (ou incorporar) nenhuma dessas marcas estrangeiras falidas e trazê-la pra cá? Os indianos compraram a Rolls Royce...
Pensem nisso!
sem opinião
avalie fechar
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
Grécia em apuros economicos, certamente porque foi mal administrada. E olha que alguns anos atras sediou os Jogos Olimpicos, como o Brasil o fará em 2016.
Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
6 opiniões
avalie fechar
S Levy (301) 10/12/2009 13h44
S Levy (301) 10/12/2009 13h44
hehehe... Tá falando sério Min. Mantega, igualzinho Dilma com suas luzes? E toda essa ginastica signifaca o que? mais um castigo com impostos, tributos do tipo Cassab, contratação de funcionários públicos parasitas, inúteis e incompetentes ?
O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4415)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca