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Dinheiro
05/02/2009 - 13h27

Custo de empréstimo bancário subiu, admite Febraban

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YGOR SALLES
da Folha Online

O economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Rubens Sardenberg, admitiu nesta quinta-feira que o spread bancário --diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrada ao consumidor-- teve elevação após o último corte na taxa básica de juros de 1 ponto percentual, realizada na semana retrasada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central.

Segundo o economista, isso ocorreu porque, embora as taxas ao consumidor caíram, não houve o repasse total do corte na Selic devido ao cenário macroeconômico vigente. "Isso é verdade [que as taxas caíram menos que a Selic]. Mas deve ser considerada a incerteza na economia e o aumento da demanda [por crédito]", disse Sardenberg.

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As dúvidas sobre o desempenho da economia brasileira, especialmente em relação a dados como produção industrial e nível de desemprego, fazem com que os bancos temam um aumento da inadimplência --e a provisão para cobrir essa inadimplência compõe o spread bancário.

Porém, os próprios bancos não elevaram substancialmente suas previsões de inadimplência média para 2009, segundo dados da própria Febraban. Segundo a Pesquisa Febraban de Projeção e Expectativas de Mercado de janeiro, a taxa de inadimplência fecharia este ano em 4,94%, contra previsão de 4,88% na pesquisa de dezembro.

Para Sardenberg, isso ocorre porque, embora as previsões não tenham crescido, os bancos temem uma piora do cenário que levaria a um aumento súbito nos atrasos dos pagamentos.

"Há uma incerteza que é de difícil precificação. É como viajar de avião: é mais seguro, mas quando cai mata muita gente", explica. "Se houver uma piora [das condições macroeconômicas], há uma alta muito grande [na inadimplência] e os bancos devem estar preparados para isso."

O economista também vê no aumento da demanda por crédito, especialmente entre empresas, para justificar um spread maior. "Uma parte das empresas que se financiavam no exterior vieram para o mercado interno. As taxas de captação com fundos de recebíveis ou debêntures também cresceram muito, então as empresas preferiram não fazer e pegar empréstimos de curto prazo até que o mercado se estabilize. Que, aliás, são linhas mais caras", disse.

Ele ainda rejeitou que as liberações no depósito compulsório também deveriam ser totalmente repassadas para aumentar a oferta de crédito, o que teoricamente reduziria o spread. "O compulsório cair aumenta o funding [captação], mas os riscos são os mesmos", explicou. "Os bancos não podem emprestar sem ver as condições de risco."

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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