Custo de empréstimo bancário subiu, admite Febraban
YGOR SALLES
da Folha Online
O economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Rubens Sardenberg, admitiu nesta quinta-feira que o spread bancário --diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrada ao consumidor-- teve elevação após o último corte na taxa básica de juros de 1 ponto percentual, realizada na semana retrasada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central.
Segundo o economista, isso ocorreu porque, embora as taxas ao consumidor caíram, não houve o repasse total do corte na Selic devido ao cenário macroeconômico vigente. "Isso é verdade [que as taxas caíram menos que a Selic]. Mas deve ser considerada a incerteza na economia e o aumento da demanda [por crédito]", disse Sardenberg.
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As dúvidas sobre o desempenho da economia brasileira, especialmente em relação a dados como produção industrial e nível de desemprego, fazem com que os bancos temam um aumento da inadimplência --e a provisão para cobrir essa inadimplência compõe o spread bancário.
Porém, os próprios bancos não elevaram substancialmente suas previsões de inadimplência média para 2009, segundo dados da própria Febraban. Segundo a Pesquisa Febraban de Projeção e Expectativas de Mercado de janeiro, a taxa de inadimplência fecharia este ano em 4,94%, contra previsão de 4,88% na pesquisa de dezembro.
Para Sardenberg, isso ocorre porque, embora as previsões não tenham crescido, os bancos temem uma piora do cenário que levaria a um aumento súbito nos atrasos dos pagamentos.
"Há uma incerteza que é de difícil precificação. É como viajar de avião: é mais seguro, mas quando cai mata muita gente", explica. "Se houver uma piora [das condições macroeconômicas], há uma alta muito grande [na inadimplência] e os bancos devem estar preparados para isso."
O economista também vê no aumento da demanda por crédito, especialmente entre empresas, para justificar um spread maior. "Uma parte das empresas que se financiavam no exterior vieram para o mercado interno. As taxas de captação com fundos de recebíveis ou debêntures também cresceram muito, então as empresas preferiram não fazer e pegar empréstimos de curto prazo até que o mercado se estabilize. Que, aliás, são linhas mais caras", disse.
Ele ainda rejeitou que as liberações no depósito compulsório também deveriam ser totalmente repassadas para aumentar a oferta de crédito, o que teoricamente reduziria o spread. "O compulsório cair aumenta o funding [captação], mas os riscos são os mesmos", explicou. "Os bancos não podem emprestar sem ver as condições de risco."
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
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O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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