Dinheiro
05/02/2009 - 15h18

BC vai emprestar até US$ 36 bi das reservas para empresa com dívida externa

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizada às 15h46

O BC (Banco Central) vai emprestar até US$ 36 bilhões das reservas internacionais para empresas com dívidas no exterior que vencem até dezembro de 2009. A estimativa é que cerca de 4.000 empresas brasileiras ou multinacionais com negócios no país sejam beneficiadas com a medida.

A instituição divulgou nesta quinta-feira as novas regras para esses empréstimos, que têm como objetivo compensar a falta de crédito internacional para essas companhias --as linhas de crédito estão mais apertadas por conta da instabilidade gerada pela crise internacional.

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Todas as empresas que possuem dívidas que vencem ou venceram entre outubro de 2008 e dezembro de 2009 terão sua demanda atendida. O BC espera uma demanda de US$ 20 bilhões, já que o restante deve ser obtido pelas empresas no próprio mercado financeiro.

"Não há limite por empresas a não ser aquele definido pelo total de empréstimos que vencem nesse período", afirmou o presidente do BC, Henrique Meirelles.

Não haverá leilões. O BC fixou uma taxa de juros em 1,5% + Libor (taxa internacional de juros) que será cobrada em todas as operações.

Nesse processo, a empresa procura um banco comercial e apresenta uma declaração de que tem dívidas externas a vencer nesse período. A instituição financeira vai fechar um contrato com a empresa cobrando um "spread" (ganho) sobre a taxa do BC. Também será fechado um contrato entre o banco e o BC, que vai repassar o dinheiro em datas específicas.

Já há três datas fixadas: 27 de fevereiro, 13 de março e 27 de março. Haverá outras datas fixadas posteriormente.

Nesse primeiro momento, os empréstimos serão feitos apenas por meio de bancos autorizados a operar em câmbio no Brasil. Dentro de 30 dias, serão divulgadas as regras para bancos estrangeiros de rating A.

O empréstimo vale pelo prazo de um ano e, durante esse período, esse dinheiro continuará sendo contabilizado como parte das reservas internacionais, como se fosse uma aplicação dos dólares. Hoje, 75% dos mais de US$ 200 bilhões das reservas estão aplicados em títulos do governo dos Estados Unidos.

O BC afirmou que não irá utilizar, portanto, a linha de crédito de US$ 30 bilhões fechada no ano passado com o Federal Reserve (banco central dos EUA). Essa linha foi prorrogada nesta semana pelo prazo de mais seis meses.

"Esse é um passo importante para a regularização da situação de crédito no país. É um fator muito importante para geração de empregos e para que se mantenha o nível de atividade na economia", disse Meirelles.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (550) 09/11/2009 18h51
Cassio Tavares (550) 09/11/2009 18h51
Antonio Carlos, a evolução cultural e financeira de meus filhos em consequencia de seus empregos na inicitiva privada, ( nem eu e nenhum deles nunca trabalhou no serviço público ), está ótima graças a Deus. Eles nunca tiveram nenhuma evolução ética, porque sempre a tiveram desde a infancia. A ética é uma obrigação em minha familia, e não uma virtude, e todos que nos conhecem sabem do comportamento exemplar de todos, porque isso era um principio básico desde a época de meu pai, também engenheiro nunca tendo tido na vida um cargo público. Na minha casa e de meus irmaõs sempre entrou dinheiro limpo, por um principio. E por favor, com educação por enquanto, respeite aos que voce não conhece. É no mínimo uma questão de respeito que devemos ter com nossos semelhantes até os conhecermos melhor. Não levante suspeitas sobre quem voce não conhece, porque voce pode discordar de mim na política, economia, mas eu nunca denegri a imagem de ninguém aqui nesse forum. O que falei sobre o Sr. Fernando Henrique foi apenas uma REPRODUÇÃO do que afirmaram os sendores Alvaro Dias, Osmar Dias, Pedro Simon e muitos outros. Reproduzi. Transcrevi. sem opinião
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Polycarpo Quaresma (5) 09/11/2009 18h01
Polycarpo Quaresma (5) 09/11/2009 18h01
Desemprego no Brasil atinge número recorde de 2 milhões de pessoas, segundo IBGE
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

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Rio de Janeiro - O mercado de trabalho no país reflete as conseqüências da crise financeira. O contingente de desempregados atingiu, em março, cerca de 2 milhões de pessoas - o maior contingente em 18 meses - e a taxa de desocupação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (24), avançou pelo terceiro mês consecutivo para o patamar mais alto desde setembro de 2007, ficando em 9%.
"Temos um cenário econômico não muito favorável, no qual se tem o anúncio de uma crise. Quando o cenário econômico não está favorável, isso se reflete no mercado de trabalho", afirmou o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo
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Polycarpo Quaresma (5) 09/11/2009 17h43
Polycarpo Quaresma (5) 09/11/2009 17h43
Segundo a Folha , Produção industrial cai 7,8% em um ano, diz IBGE
Folha Online
A produção da indústria brasileira caiu 7,8% em setembro sobre igual período de 2008, mas cresceu 0,8% em relação a agosto deste ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira.
Analistas consultados pela Reuters previam uma alta mensal de 1,1% e uma queda anual de 6,8%. As estimativas para a taxa mês a mês variaram de 0,6% a 2%, enquanto para a comparação com o ano passado ficaram entre recuo de 6,3% a 8%.
Como pode a produção cair e o emprego aumentar? Além do que , cada vez mia sexportamos commoditties em vez de produtos manufaturados. Os ricos nos adoram. FHC foi aplaudido d e pé pelo parlamento Francês.
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