Dinheiro
06/02/2009 - 10h06

BNDES prepara fundo para pequena empresa

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da Folha de S.Paulo

Depois de atuar para fazer o dinheiro voltar a circular entre os bancos médios e pequenos --liberando compulsório e fazendo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil comprarem carteiras de crédito--, o governo, agora, deverá desembolsar recursos e criar um fundo para minimizar o risco de inadimplência atribuído pelos bancos às empresas de pequeno porte, o que tem encarecido os empréstimos.

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Proposta nesse sentido foi entregue no final do ano passado pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) ao BNDES e está sendo discutida no governo. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, confirma, por meio de sua assessoria, que está analisando a medida, mas afirma que ela ainda é "muito incipiente".

Segundo a Folha apurou, Coutinho já se reuniu com a Febraban para tratar do assunto, mas ainda não há uma formatação do novo fundo. Há, pelo menos, dois modelos possíveis: um fundo de direito creditório --no qual os recursos aplicados pelo governo serviriam para adquirir os créditos concedidos pelos bancos, que depois seriam repassados a terceiros-- e um fundo de aval.

Nesta segunda opção, haveria espaço para maior ampliação no número de operações, já que o fundo só faria desembolsos efetivos no caso de inadimplência. Tudo vai depender da quantidade de recursos disponíveis. Parte do dinheiro poderá sair do Fundo Soberano do Brasil, criado no final do ano passado e que tem R$ 14,2 bilhões em recursos públicos para investir, mas que já é cobiçado por outras áreas que tiveram recursos cortados e precisam fazer investimentos.

Dentro do governo, uma corrente defende que o fundo não seja constituído só com recursos públicos, mas que os bancos também contribuam. A exemplo do que ocorre com o Fundo Garantidor de Crédito, eles poderiam fazer um desembolso mensal para reforçar as reservas desse novo fundo.

O objetivo da proposta é fazer com que o custo dos empréstimos seja menor para as empresas, sobretudo, as pequenas e médias, que têm sofrido mais depois que os bancos pequenos ficaram sem dinheiro para continuar suas operações.

Apesar de o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ter declarado recentemente em entrevista à Folha, que a crise de crédito, que secou o fluxo de dinheiro entre os bancos, foi superada, a maior reclamação dos empresários é justamente que o problema não foi totalmente resolvido.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (192) 30/11/2009 02h52
Henrique Silva (192) 30/11/2009 02h52
Dizem que Dilma está fazendo campanha. Mas SERRA e AÉCIO são os únicos que estão PAGANDO PRA FAZER CAMPANHA A NÍVEL NACIONAL. Os dois estão aparecendo no SBT e SRRA já foi à dois programas (SBT e rede-tv) para ser entrevistado com um carinho, atenção e apoio dos apresentadores que eu imaginei que eles devessem ser parentes (ou então foram bem pagos pra isso).
Antes da oposição jogar pedra olhem para seus telhados!
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celso assis (74) 29/11/2009 20h14
celso assis (74) 29/11/2009 20h14
QUE CONFUSÃO, TIRA DAQUI PÕE ALI, ETC E TAL. ORA PENSEI QUE ESTAVA TUDO OK, QUE A CRISE TINHA ACABADO, ETC E TAL.
COMO DIRIAM: O TEMPO SERÁ O SENHOR DA RAZÃO
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Olmir Antonio de Oliveira (69) 29/11/2009 15h53
Olmir Antonio de Oliveira (69) 29/11/2009 15h53
A respeito do direitos do consumidor. Muito boa reportagem. È de se lamentar que os direitos do consumidor não estão sendo deixados de lado, vale lembrar o dito pelo minístro, e previsões para inicio para todos os modelos de tv terem os conversores e ou serem esclusivos para o sistema digital. Dado os custos industriais, a capacidade de mobilização do setor, estão adotando um atalho, tem se a impressão de intensionalmente visando um prejuizo para o consumidor "para compra de adaptador ou compra de novo equipamento". De fato é com as as atuais tecnologias e sistemas produtivos, e levando em conta que no exterior, existe enorme ociosidade na capacidade de produção de equipamentos e ou de componentes. Mas o brasileiro tem que aceitar um produto que em pouco tempo não tera qualquer serventia se não fizer uma adptação, a famosa gambiarra. Deveriam dar mais qualidade e garantias aos produtos que vendem e inclusive quando comparados aos preços para o consumidor no exterior, aqui teriam que ter preços significativamente menores. Dado o volume de equipamentos anualmente comprados pelos brasileiros, um mercado de quase duzentos milhões de consumidores, e altamente carente de consumo, a muitos anos esperando por melhorias saláriais, mas até agora só percebeu pequeno percentual, ainda sobrevivente de vales, transporte...farmacia...alimentação, e salário valendo quase nada. É de se espera que diante de tal realidade do brasileiro, e no atual cenário econômico mundial, Venham produzir aqui sem opinião
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