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Dinheiro
08/02/2009 - 08h27

Crise avança com desemprego e já custa US$ 1,9 tri

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FERNANDO CANZIAN
da Folha de S.Paulo, em Nova York

Agravada por novos recordes no desemprego, por intensa onda protecionista e com gigantes financeiros ainda à beira da falência, a maior crise mundial em 80 anos já tem um preço mínimo: US$ 1,9 trilhão.

Esse é o valor que os 21 maiores países do mundo vão despejar a fundo perdido em investimentos públicos para estimular suas economias. A cifra é um recorde absoluto em termos de incitamento fiscal conjunto e equivale à totalidade do que o Brasil produz em riquezas durante um ano e meio.

Os gastos públicos em infraestrutura, seguro-desemprego e subsídios, entre outros, elevarão os déficits das principais economias aos níveis da Segunda Guerra (1939-1945). Eles não contabilizam outros aportes nos bancos e empresas -que também não entram na conta do déficit, pois são feitos mediante garantias "reais" em ações ou títulos.

Mas, se a empresa socorrida pelo Estado vier a quebrar definitivamente, a perda eventualmente será contabilizada.

Só nos Estados Unidos, a estimativa é que essas injeções adicionais alcancem mais de US$ 1 trilhão. Desse total, US$ 335 bilhões já foram direcionados a quase 300 bancos e empresas, sem que o sistema tenha se estabilizado definitivamente. Nesta semana, o Departamento do Tesouro norte-americano anunciará como novas ajudas bilionárias serão empregadas. A hipótese radical da nacionalização de bancos não está descartada.

Nos últimos dias, a crise ganhou nova dinâmica, com pesadas nuvens de más notícias encobrindo poucas réstias de desdobramentos positivos.

Agora, a crise se autoalimenta de mais desemprego e de uma onda "neoprotecionista". Ela se espalha rapidamente e ensaia virar política oficial de governos, dos EUA à Rússia, do Brasil à China e à Índia.

Seu efeito será deprimir ainda mais o comércio global. Por trás do protecionismo há uma imensa preocupação com o desemprego e com insatisfações políticas e sociais. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) prevê 51 milhões de novos desempregados neste ano se o quadro se deteriorar.

Em meio às más notícias, o desdobramento positivo mais significativo até aqui foi a recuperação do chamado mercado de "bonds" das empresas norte-americanas. São títulos vendidos pelas companhias em troca de remuneração para que elas possam financiar suas atividades no dia-a-dia.

No final de 2008, essas operações travaram, e o Fed (o banco central dos EUA) teve que assumir o papel de comprador de "bonds". Em janeiro, os investidores finalmente voltaram a esse mercado nos EUA, ao adquirir um total de US$ 373 bilhões.

Mas investidores privados e bancos só se arriscam a comprar papéis de empresas de primeira linha. Nos países emergentes, milhares de companhias continuarão encontrando dificuldades crescentes para se financiar em 2009.

EUA

Origem e epicentro da crise, os EUA têm pela frente problemas que ainda devem piorar antes de melhorar. Os principais são a queda nos preços dos imóveis, que lastreiam ativos "tóxicos", e a fragilidade do sistema financeiro. Além do novo pacote fiscal, previsto em US$ 780 bilhões, os EUA darão uma cartada fundamental quando anunciarem outro plano de socorro bancário. Cerca de US$ 335 bilhões já foram transferidos, mas o sistema segue frágil.

América Latina

A queda do crescimento global e nos preços das commodities e o desaquecimento interno contiveram a inflação na América Latina e abriram espaço para que os BCs sejam mais agressivos no corte de juros. México, Colômbia e Brasil agiram nesse sentido, e há expectativa de que acelerem as reduções. A aposta é que o mercado interno compense parte da queda na demanda global. Mas a expansão prevista para este ano na região é de apenas 1,1%.

Brasil

Além de ter iniciado um processo mais agressivo de corte no juro básico (a última redução foi de um ponto percentual, para 12,75% ao ano), o Brasil reforçou o caixa do BNDES para contornar a diminuição do financiamento externo e interno. Do pacote estatal de R$ 189,1 bilhões anunciado até agora, o banco levou R$ 119 bilhões. A avaliação é que a maior dificuldade das empresas não diz respeito à demanda, mas a condições de financiamento.

Europa

Oito países já anunciaram pacotes fiscais, totalizando US$ 254 bilhões. A crise afeta de modo desigual a região. Os mais atingidos são os países que não tinham padrões econômicos como o alemão ou o francês até a introdução do euro, em 1999. Com a moeda, Espanha, Portugal, Irlanda e Grécia, entre outros, endividaram-se para crescer. Agora, seus Estados e empresas pagam altas taxas na captação de recursos em comparação à França e à Alemanha.

Ásia

A China lançou um pacote fiscal de US$ 586 bilhões, ou 7% de seu PIB. Mais de 20 milhões de ex-operários estão retornando ao campo após a queda da demanda por produtos chineses no mundo. O crescimento chinês neste ano deve cair à metade do de 2007. A Índia também já sofre forte contração. A indústria cresce hoje ao ritmo anual de 2,4%, ante 8,5% há um ano. O país sofre com a diminuição tanto das exportações quanto do fluxo de capital estrangeiro.

Japão

Entre os países avançados, o sistema financeiro do Japão foi o menos afetado pela crise, e os bancos foram contidos no aperto do crédito a empresas e consumidores. Mas a segunda maior economia do mundo sofre os efeitos da queda da demanda global. Milhares de fornecedores de componentes a grandes exportadoras são afetados. O mercado interno também não mostra força para crescer o suficiente a fim de compensar a queda nas vendas externas.

Comentários dos leitores
Meu caro Jose Vitor.
Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
sem opinião
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Errata.
Recentemente ao comentar as imagnes do MENSALÃO DO DEM veiculada pela televisão o comunicólogo, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a imagem não significava nada. Acredito que esse conceito tenha sido o mesmo juizo devalor feito pelo iluistre mandatário quando dos episódios do MENSLÃO PETISTA, no qual alguns dos seus companheiros foram pilhados com dinheiro na cueca e uma mala cheia de dinheiro para comprar um suposto dosseê.
Simbolo máximo do COITADISMO o presidente da república, ao ser criticado ou ler as críticas feita ao seu governo ele revela o seu lado Fidel Castro, Enver Hodja, Mahmud Armadnedjá.
Isso é culpa daqules que puseram o Lula lá para avalisar todas as maracutaias feita pelos membros do seu partido e os demais que compõem a sua base parlamentar. Juntos eles tem um projeto falimentar para o país.
O AZEDUME que ele tanato reclama da imprensa é a verdadde sobre o seu governo, estampada nas críticas pertinentes dentro do processo democrático.
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José Vitor (65) 08/12/2009 10h52
José Vitor (65) 08/12/2009 10h52
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Cezar Augusto Silva de Araujo (318) 08/12/2009 10h06

Recentemente ao comentar as imagnes do MENSALÃO DO DEM
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Esse pessoal não tem vergonha na cara mesmo! Os políticos da oposição são pegos em flagrante NO VÍDEO, e o que é que eles faze ??? Criticam o Lula...ora vão se catar, chega de mau-caratismo...
2 opiniões
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Domingos Aparecido (146) 07/12/2009 22h04
Domingos Aparecido (146) 07/12/2009 22h04
DEPUTADO DESANIMADO.
No último final de semana tive a oportunidade, durante a festa em um casamento, de conversar com um famoso Deputado Federal/PSDB/Pr, perguntei a ele: E a reforma tributária? Sai ou não sai? ele foi firme em suas palavras, sai não, só se houver uma mobilização nacional. Os interesses são muito grande, só em "renúncia fiscal e Zona Franca de Manaus" são mais de 200 bilhões de Reais. Pelo andar da carruagem vai demorar muito para melhorar o padrão de vida dos mais de 20 milhôes de "miseráveis" que moram em "cortiços" (segundo o Jornal da Record) e melhorar o atendimento em hospitais públicos.
Veja que frase bonita: "O maior fracasso do homem é rejeitar o amor de JESUS CRISTO".
Maranata.
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ernani sefton campos (164) 07/12/2009 20h12
ernani sefton campos (164) 07/12/2009 20h12
Seria interessante a Receita divulgar os valores recolhidos em Novembro/09;devem ter estourado a boca do balão = isenções perdões de divida, parcelamento, etc...
Estou curioso para saber.
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Olmir Antonio de Oliveira (82) 05/12/2009 10h10
Olmir Antonio de Oliveira (82) 05/12/2009 10h10
A respeito de agências de classificação de riscos, a coisa esta como sempre foi, quando for para melhor é sempre, invariavelmente assim demorado, mas se for para pior é sempre no mesmo dia ou quanto muito no dia seguinte, moral estamos sempre refém, escravos, subordinados aos "grandes" aos donos so "sistema", eternos colonizados. O País tem potenciais claros, campos amplos para se desenvolver, inovar, criar conceitos, dar oportunidades ao trabalhador e aos empeendedores. Exemplifico, temos uma industria alcool quimica engatinhando (o mesmo poderia se fazer com a produção de oleos de palmeiras, da soja, do milho, de outros agricolas.....), para industrias quimicas de primeira geração ou segunda geração, o leque de produtos possiveis é amplos, plásticos, tecidos, quimicos diversos..... 4 opiniões
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