Economistas esperam corte de juros para 12% em março, diz pesquisa do BC
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
A taxa básica de juros deve cair dos atuais 12,75% para 12% ao ano na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), no dia 11 de março. A estimativa foi feita pelos economistas ouvidos pelo BC na pesquisa semanal Focus.
Na última reunião, em janeiro, o Copom cortou a taxa Selic de 13,75% para 12,75% ao ano. Foi o maior corte de juros em cinco anos, motivado pela desaceleração da economia verificada nos últimos meses.
Para o final do ano, foi mantida a previsão de juros em 10,75% ao ano, o menor patamar da história do Copom.
Além de juros menores, os economistas também reduziram a previsão de crescimento da economia para 2009, que caiu de 1,8% para 1,7%. O resultado está abaixo dos 3,2% estimados pelo próprio BC e dos 4% previstos no Orçamento deste ano para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no período). Para 2010, está previsto um crescimento de 3,8%.
Caiu também a expectativa para a produção industrial (de 2% para 1,5%), que deve ter um desempenho abaixo da média do PIB. Na semana passada, o IBGE mostrou que a indústria teve em dezembro o pior desempenho em duas décadas.
Inflação
Em relação às previsões de inflação, a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta para o BC, subiu de 4,60% para 4,73% (2009) e ficou em 4,5% para 2010. A meta de inflação é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta).
Para este ano, a expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 4,49% para 4,63%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) ficou em 4,24%. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) subiu de 4,50% para 4,53%.
A previsão para o dólar no fim deste ano ficou em R$ 2,30. Para 2010, está em R$ 2,29.
Para o saldo da balança comercial, a previsão ficou em US$ 14 bilhões. A expectativa para o déficit em conta corrente neste ano ficou em US$ 25 bilhões.
Os investimentos estrangeiros diretos devem cair de US$ 23 bilhões para US$ 22,5 bilhões. A previsão para a relação dívida/PIB caiu de 36,3% para 36,1%.
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