"Catástrofe" no mercado automobilístico se tornou global, diz Peugeot
da Folha Online
O setor automobilístico mundial foi apanhado em uma "catástrofe" sob os efeitos da crise econômica, que já derrubou inclusive os mercados dos países emergentes, nos quais as montadoras esperavam resultados melhores, disse nesta terça-feira o diretor da, Christian Streiff.
"O que é chocante no momento é a catástrofe mundial na indústria automobilística, porque os mercados brasileiro, chinês e russo sofrem uma paralisia, tal como no mercado europeu. Isso deve levar a uma queda de mais de 20%", disse Streiff em um programa de rádio, citado pela agência de notícias Reuters.
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"O cenário para 2009 é terrível. O grupo está começando o ano com uma queda de mais de 20% na comparação com um ano antes em todos os países em conjunto", afirmou. "Estamos trabalhando com a hipótese de que [o mercado em] 2010 continuará difícil."
O grupo PSA Peugeot Citroën deve divulgar seus resultados referentes a 2008 amanhã (11); as previsões são de um lucro de 5,78 bilhões de euros (US$ 7,5 bilhões), contra 7,89 bilhões de euros (US$ 10,2 bilhões) em 2007.
Sarkozy
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou ontem um plano de ajuda ao setor automobilístico com empréstimos que chegam a 6,5 bilhões de euros (cerca de US$ 8,5 bilhões) às companhias PSA Peugeot-Citroën, Renault e Renault Trucks. Em contrapartida, as empresas devem se comprometer a não realizar demissões e não fechar fábricas na França.
"Para que os construtores possam se preparar tranquilamente para o futuro, o governo vai conceder a cada um de nossos grandes construtores um empréstimo de 3 bilhões de euros (cerca de US$ 3,9 bilhões) de uma duração de cinco anos", afirmou Sarkozy ao final de um encontro com dirigentes do setor automobilístico.
Segundo o secretário de Estado da Indústria, Luc Chatel, a Renault Trucks, filial da Volvo Group, receberá um empréstimo de aproximadamente 500 milhões de euros (US$ 653,5 milhões). Em troca destes empréstimos a taxas preferenciais de 6%, a Renault e a PSA "se comprometeram a não fechar nenhuma de suas fábricas no período de duração do contrato e de fazer tudo para evitar demissões", disse Sarkozy.
A medida causou reações na Europa, que entendem o anúncio como protecionista. A União Europeia convocou uma reunião para discutir a crise financeira e o que classifica de espírito protecionista.
Anfavea
No Brasil, a expectativa do presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, é de que a produção diária da indústria automotiva deve ter alta de 21,35% em fevereiro sobre janeiro, passando de 8.900 para 10.800 veículos.
A associação informou ontem que a produção de janeiro teve queda em relação ao mesmo mês do ano passado, mas disparou 92% ante dezembro. No mês passado foram produzidos 186,1 mil veículos, ante 255,2 mil em janeiro de 2008 --queda de 27,1%. No entanto, em relação ao mês anterior, dezembro de 2008 (96,6 mil), a alta foi de 92,7%.
Segundo ele, a expectativa é que a indústria automobilística brasileira aponte um crescimento na produção, mas não a ponto de retomar o patamar verificado em setembro de 2008, antes do agravamento da crise no Brasil. Em setembro o ano passado, a produção diária alcançou 13.700 unidades, enquanto as vendas ficaram em 12.200.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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