Publicidade

Dinheiro
10/02/2009 - 11h02

Senado dos EUA vota pacote sob pressão de Obama e dos mercados

Publicidade

da France Presse, em Washington
com Folha Online

O Senado dos Estados Unidos vota nesta terça-feira o plano de reativação econômica sob a pressão do presidente Barack Obama e a expectativa dos mercados mundiais. Os legisladores decidiram ontem encerrar o debate e marcar a votação definitiva do plano --o horário previsto é 15h (de Brasília).

Segundo estimativadas do Departamento do Orçamento do Congresso, a nova versão do projeto deve elevar o déficit em US$ 838 bilhões em dez anos.

Se o projeto for aprovado, o Congresso vai precisar realizar uma sessão conjunta para harmonizar o texto com o que foi aprovado pelos deputados no último dia 28 de janeiro. A previsão é que de que até sexta-feira, no máximo, o pacote seja enviado a Obama para ser sancionado.

A ofensiva de Obama, que foi enfático em suas colocações sobre a necessidade de aprovar o plano durante sua primeira entrevista coletiva de imprensa como presidente dos Estados Unidos, concedida na segunda-feira, será testada nesta votação no Senado, em que os democratas, com 58 cadeiras, precisam de pelo menos 60 votos para aprovar o pacote.

Na coletiva, Obama renovou o pedido para que o Congresso aprove o pacote econômico para tirar o país da crise econômica e financeira, insistindo, para isso, que os parlamentares "superem as divergências" e não adiem ainda mais a aprovação do pacote de cerca de US$ 800 bilhões, que deve ser aplicado "o mais rápido possível".

Além disso, esta terça-feira será um dia-chave porque o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, planeja anunciar como gastará o restante dos 350 bilhões de dólares do plano de resgate bancário aprovado no final de 2008.

"Todos os olhos estão voltados para Washington porque hoje é o 'Dia G' (de Geither)", afirmou Martin Slaney, analista da GFT.

Sem antecipar o que anunciará Geithner, Obama afirmou que trabalhará com os bancos americanos com problemas para sanar seus balanço e liberar linhas de crédito.

Segundo o jornal "New York Times", o plano de Geithner deve consistir em pedir a colaboração dos fundos de investimentos privados para comprar ativos "podres" dos bancos em crise.

O governo americano garantirá um valor mínimo desses ativos (créditos hipotecários ou de consumo, em sua grande parte) para incentivar a participação privada, explicou o jornal.

Hora de agir

Na tarde desta segunda-feira, Obama disse que o debate no Senado sobre o pacote de estímulo à economia americana foi "bom, mas agora é hora de agir" para aprovar a medida. Nas palavras de Obama, a "paralisia" sobre o pacote pode "aprofundar o desastre".

"Tivemos um bom debate. Agora é hora de agir. É por isso que estou pedindo ao Congresso que aprove a legislação imediatamente", disse Obama, em um evento na cidade de Elkhart, no Estado de Indiana (centro-norte do país), duramente afetada pelo desemprego.

Comentários dos leitores
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
sem opinião
avalie fechar
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
avalie fechar
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4444)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca