Oi elimina 400 cargos de gerentes e abre programa de aposentadoria
da Folha Online
A Oi informou nesta quinta-feira que vai reduzir 400 posições gerenciais e abriu um plano de aposentadoria incentivada para outros profissionais que queiram deixar a empresa. A companhia explicou que está realizando uma "adequação à nova estrutura", após a compra da Brasil Telecom, e que verificou "sobreposição de cargos gerenciais".
A empresa informou, no entanto, que mantém a previsão de geração de empregos neste ano.
Segundo a Oi, está em finalização a nova estrutura organizacional, com modelo unificado, para viabilizar o plano de negócios após a compra da Brasil Telecom. A companhia afirmou que analisou referências mundiais com consultoria da Accenture.
Entre as diretrizes da nova estrutura, informou a Oi, estão a internacionalização e maior atuação em novos negócios, como TV por assinatura, internet e crédito; expansão no Estado de São Paulo; diferenciação de serviços pela convergência; investimento em pesquisa e desenvolvimento para antecipar evoluções tecnológicas; gestão ágil da dívida; unificação de processos e adequação da arquitetura de TI e de plataformas.
"A Oi, que faz parte de um grupo responsável por mais de 100 mil empregos diretos no Brasil, firmou compromisso de manter os postos de trabalho por três anos. A companhia reitera este compromisso e estima permanecer como importante geradora líquida de empregos no país", informou a empresa.
A empresa ressaltou que, após anunciar a nova diretoria e os 70 executivos ligados a esta equipe, iniciou o mapeamento de perfis e de interesses dos 1.300 executivos das duas empresas.
Com o levantamento, a Oi informou que identificou os perfis que mais se alinham às necessidades do novo desenho organizacional, e decidiu por reduzir parte dos gerentes e abrir o plano de aposentadoria.
Aqueles que optarem pela aposentadoria receberão, além dos direitos trabalhistas e os previstos nos acordos sindicais, indenização de 0,4 salário para cada ano na empresa, no limite de doze salários. O recurso pode ser destinado ao plano de previdência ou revertido, parcialmente, em dinheiro. Os gerentes que estão deixando a companhia receberão indenização de 0,3 salário para cada ano, com piso de um salário e meio e máximo de seis salários.
A empresa informou que nos dois casos vai manter o plano de saúde e seguro de vida até 31 de dezembro deste ano, e vai oferecer suporte da consultoria DBM, por um ano, para recolocação no mercado. A meta é realocar os gestores em até seis meses.
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