Obama insiste com republicanos sobre apoio a plano econômico
da Folha Online
da France Presse, em Peoria
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a pedir aos republicanos, nesta quinta-feira, que apoiem seu plano de estímulo à economia, um dia antes da esperada aprovação do gigantesco projeto pelo Congresso.
"Já é hora de o Congresso agir, e espero que ajam de maneira bipartidária", disse Obama, em visita a uma fábrica de maquinário de construção do gigante Caterpillar, que acaba de demitir mais de 20 mil pessoas.
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Nenhum republicano votou a favor do plano quando foi inicialmente aprovado na Câmara de Representantes, e apenas três apoiaram-no no Senado. O presidente desejava reunir muito mais apoio no bloco adversário e se envolveu nas negociações.
As duas câmaras do Congresso se dispõem a votar definitivamente, talvez amanhã, o pacote de US$ 790 bilhões.
Depois de aprovado, o plano será enviado a Obama para sua promulgação, o que pode acontecer na segunda-feira, feriado do Dia do Presidente.
O acordo no Congresso sobre o valor do pacote de estímulo à economia, que ficou em US$ 790 bilhões, não foi bem recebido pelo mercado, visto que o valor aprovado na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) foi de US$ 819 bilhões e no Senado, de US$ 838 bilhões. O Legislativo ainda cobrou do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, mais detalhes sobre o plano de salvamento dos bancos --que pode movimentar inicialmente US$ 1,5 trilhão.
Ontem, o líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, confirmou que as duas casas legislativas americanas chegaram a um compromisso sobre o plano de retomada da economia. "As diferenças entre as versões do Senado e da Câmara foram resolvidas. Os textos são realmente semelhantes", declarou Reid.
O projeto aprovado na terça é resultado de um acordo entre a maioria democrata e três senadores republicanos moderados, Susan Collins, Arlen Specter e Olympia Snowe, que aceitaram votar a favor do plano depois de cortar gastos na versão anterior do projeto, que previa quase US$ 940 bilhões. Na Câmara, o pacote não havia recebido nenhum voto da oposição, além de ter perdido 11 democratas (244 a 188).
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já disse que quer ver finalizado este processo antes do dia 16 de fevereiro, quando começa o recesso parlamentar.
O projeto vem sendo criticado pelos republicanos. A principal queixa da oposição é que o projeto não resultará aquilo que o presidente tem destacado como seu principal componente: criar empregos. Obama defende que o plano de estímulo irá criar entre três e quatro milhões de empregos.
No mês passado, a economia americana perdeu quase 600 mil empregos e a taxa de desemprego subiu para 7,6%; no país todo, o número de pessoas desempregadas atualmente é de 11,616 milhões. O número de vagas fechadas no ano passado ficou próximo de 3 milhões, contra os 2,6 milhões calculados no mês passado; e desde o início da atual recessão (dezembro de 2007), o país já perdeu 3,6 milhões de empregos.
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