Índice de confiança cai em janeiro, mas brasileiro continua otimista
da Folha Online
Pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo)/Ipsos mostra que o consumidor brasileiro continua otimista, mesmo que neste momento tenha aumentado o número de pessoas conhecidas que perderam o emprego. Apesar disso, cerca de 60% dos entrevistados acreditam que as coisas vão melhorar no segundo semestre
O índice de confiança caiu para 142 pontos em janeiro deste ano, contra 145 em dezembro de 2008, mas continua acima dos 138 pontos de janeiro de 2008. Em janeiro de 2007, considerado um ano bom, estava em 129 pontos.
A região Nordeste passou a ser a menos otimista com 128 pontos, provavelmente, em função da perda do poder aquisitivo do salário mínimo de janeiro, de R$ 415 --mas que deverá se recuperar a partir de fevereiro ou março com o reajuste para R$ 465.
A região Sudeste, no momento, é a mais otimista, com 148 pontos, seguida pela região norte/centro-oeste com 146 pontos, e sul com 143 pontos.
Na média de todas as regiões brasileiras, em janeiro, 46% dos entrevistados acham que a economia está forte ou mais forte, enquanto 27% acham que está fraca.
Para os próximos seis meses, essa mesma média das regiões mostra otimismo: 46% acham que a economia estará mais forte, contra apenas 13% que acham que estará pior.
Além disso, olhando para os próximos seis meses o consumidor demonstra otimismo para sua situação financeira pessoal: 59% acham que vai ficar melhor; e apenas 8% acham que vai ficar pior.
Consumo
A pesquisa Ipsos/ACSP mostra que 40% dos entrevistados continuam à vontade para comprar eletrodomésticos, como geladeiras, fogões, televisores e móveis, contra 36% menos favoráveis.
Mas o consumidor continua menos favorável para comprar bens de maior valor, como carros e imóveis: 45% menos e 31% mais favorável.
Trabalho
Os dados da pesquisa revelam que a perspectiva de segurança no emprego mudou em janeiro em relação aos últimos meses. O número de pessoas conhecidas dos entrevistados que perderam o emprego cresceu para 4,2 em janeiro. Esse número havia ficado estável em 3,7 de março a dezembro de 2008.
Para a ACSP, isso indica que o consumidor brasileiro começa a tomar consciência de que o desemprego pode um efeito da crise internacional no país.
Dívida
A pesquisa também mostra que o brasileiro está mais cuidadoso com as dívidas. O valor médio da prestação em janeiro atingiu R$ 68, contra R$ 77 de janeiro de 2008. Para a ACSP, isso indica ainda que o consumidor já está procurando produtos com prestações menores, mais adequadas ao seu bolso.
Leia mais notícias sobre a crise econômica no Brasil
- Inadimplência dos consumidores cai 1,5% em janeiro
- Crise assusta e endividamento do paulistano é o menor em cinco anos, diz Fecomercio
- Para CNI, problemas de crédito persistem e exigem novas injeções de dinheiro
Outras notícias sobre economia em Dinheiro
- Vivo lucra R$ 389,7 mi no ano passado e reverte prejuízos de 2007
- Emprego na Indústria paulista cai 1,34% em fevereiro, corte de 32,5 mil vagas
- Lucro da Redecard cresce 43% e fica em R$ 1,1 bilhão
Especial
- Veja o que há em nossos arquivos sobre a ACSP
- Leia a cobertura completa da crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


