01/07/2002
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16h47
da Folha Online, em Brasília
A balança comercial brasileira registrou no primeiro semestre deste ano um superávit de US$ 2,606 bilhões, contra o déficit de US$ 72 milhões registrado no mesmo período de 2001. Esse é o melhor superávit semestral desde 1994. Apesar do resultado, as exportações, no acumulado deste ano, estão 13,4% menores que o volume de vendas do mesmo período de 2001 e as importações, 22,6% menores.
A razão para essa queda no fluxo de comércio, segundo a secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola, é a queda dos preços internacionais e a retração econômica de alguns países, principalmente, da Argentina.
Spíndola disse que a Argentina era o principal parceiro do Brasil no comércio internacional. Somente em junho, as exportações brasileiras para aquele país caíram 64,1% em relação ao volume exportado em junho de 2001. 'A conjuntura internacional é bastante difícil', afirmou a secretária, referindo-se ao fato de o mundo todo estar apresentando uma queda no ritmo de crescimento econômico.
Segundo ela, nas duas últimas décadas, até 2000, só houve crescimento de comércio internacional no mundo todo. No entanto, em 2000 e 2001, em quase todos os países houve queda no fluxo comercial, com exceção do Brasil, que, ao contrário, registrou aumento das exportações de cerca de 20% nos dois anos. Agora, em 2002, é que as exportações brasileiras vêm sentido esse movimento de queda.
Spíndola afirmou que a queda nos preços internacionais é uma consequência desse desaquecimento das economias.
No primeiro semestre do ano, as exportações somaram US$ 25,052 bilhões contra os US$ 28,927 bilhões exportados no mesmo período de 2001, ou seja, uma queda de 13,4%. As importações encerraram junho deste ano somando US$ 22,446 bilhões no ano, contra US$ 28,999 bilhões de 2001, queda de 22,6%.
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Balança comercial fecha o semestre com superávit recorde
Queda nos preços e retração da economia reduziram fluxo comercial
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SANDRA MANFRINIda Folha Online, em Brasília
A balança comercial brasileira registrou no primeiro semestre deste ano um superávit de US$ 2,606 bilhões, contra o déficit de US$ 72 milhões registrado no mesmo período de 2001. Esse é o melhor superávit semestral desde 1994. Apesar do resultado, as exportações, no acumulado deste ano, estão 13,4% menores que o volume de vendas do mesmo período de 2001 e as importações, 22,6% menores.
A razão para essa queda no fluxo de comércio, segundo a secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola, é a queda dos preços internacionais e a retração econômica de alguns países, principalmente, da Argentina.
Spíndola disse que a Argentina era o principal parceiro do Brasil no comércio internacional. Somente em junho, as exportações brasileiras para aquele país caíram 64,1% em relação ao volume exportado em junho de 2001. 'A conjuntura internacional é bastante difícil', afirmou a secretária, referindo-se ao fato de o mundo todo estar apresentando uma queda no ritmo de crescimento econômico.
Segundo ela, nas duas últimas décadas, até 2000, só houve crescimento de comércio internacional no mundo todo. No entanto, em 2000 e 2001, em quase todos os países houve queda no fluxo comercial, com exceção do Brasil, que, ao contrário, registrou aumento das exportações de cerca de 20% nos dois anos. Agora, em 2002, é que as exportações brasileiras vêm sentido esse movimento de queda.
Spíndola afirmou que a queda nos preços internacionais é uma consequência desse desaquecimento das economias.
No primeiro semestre do ano, as exportações somaram US$ 25,052 bilhões contra os US$ 28,927 bilhões exportados no mesmo período de 2001, ou seja, uma queda de 13,4%. As importações encerraram junho deste ano somando US$ 22,446 bilhões no ano, contra US$ 28,999 bilhões de 2001, queda de 22,6%.
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