02/07/2002
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13h30
Enquanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) dá um sinal positivo para o governo da Argentina, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) joga um balde de água fria.
O BID afirmou hoje que não reprogramará o vencimento do pagamento da dívida de US$ 500 milhões que a Argentina tem com a instituição. O prazo para esta dívida expira em meados deste mês.
Funcionários do banco citados pelo "Ámbito Financiero" afirmaram que "nem o BID nem o Banco Mundial têm a faculdade do FMI de postergar o pagamento das dívidas porque seus estatutos não permitem".
Segundo eles, a rolagem das dívidas não seria possível porque "afetariam as qualificações de crédito do banco e, como consequência, se elevariam as taxas de juros do dinheiro que a instituição concede a países devedores".
Entretanto, se a Argentina não pagar esta dívida no prazo, ainda terá mais 30 dias para fazê-lo. Após este período, o governo terá de pagar juros pelo atraso.
A negativa do BID contraria as declarações do ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna. Após reunião no sábado passado com o presidente da entidade, Enrique Iglesias, Lavagna sinalizou que a rolagem da dívida já estaria acertada, depois de ter convencido o FMI a considerar a prorrogação de uma parcela de empréstimo de US$ 1 bilhão.
Durante três dias, Lavagna se reuniu com a cúpula do FMI e com autoridades da economia dos EUA, como o secretário do Tesouro, Paul O'Neill, para tentar reprogramar o pagamento de dívidas que ameaçam afundar ainda mais a economia argentina.
FMI
Nesta manhã, o porta-voz do Fundo, Thomas Dawson, disse que o esperado acordo com o governo argentino poderia sair ainda no final deste mês.
Entretanto, Dawson disse que ainda não há uma data específica e nem forneceu detalhes sobre a abrangência do possível acordo.
"Estamos trabalhando com a maior urgência e rapidez possíveis, mas ainda não temos uma data exata [para o acordo]", disse o porta-voz em entrevista coletiva em Washington.
Leia mais no especial sobre Argentina
BID não permitirá rolagem da dívida da Argentina
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da Folha OnlineEnquanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) dá um sinal positivo para o governo da Argentina, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) joga um balde de água fria.
O BID afirmou hoje que não reprogramará o vencimento do pagamento da dívida de US$ 500 milhões que a Argentina tem com a instituição. O prazo para esta dívida expira em meados deste mês.
Funcionários do banco citados pelo "Ámbito Financiero" afirmaram que "nem o BID nem o Banco Mundial têm a faculdade do FMI de postergar o pagamento das dívidas porque seus estatutos não permitem".
Segundo eles, a rolagem das dívidas não seria possível porque "afetariam as qualificações de crédito do banco e, como consequência, se elevariam as taxas de juros do dinheiro que a instituição concede a países devedores".
Entretanto, se a Argentina não pagar esta dívida no prazo, ainda terá mais 30 dias para fazê-lo. Após este período, o governo terá de pagar juros pelo atraso.
A negativa do BID contraria as declarações do ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna. Após reunião no sábado passado com o presidente da entidade, Enrique Iglesias, Lavagna sinalizou que a rolagem da dívida já estaria acertada, depois de ter convencido o FMI a considerar a prorrogação de uma parcela de empréstimo de US$ 1 bilhão.
Durante três dias, Lavagna se reuniu com a cúpula do FMI e com autoridades da economia dos EUA, como o secretário do Tesouro, Paul O'Neill, para tentar reprogramar o pagamento de dívidas que ameaçam afundar ainda mais a economia argentina.
FMI
Nesta manhã, o porta-voz do Fundo, Thomas Dawson, disse que o esperado acordo com o governo argentino poderia sair ainda no final deste mês.
Entretanto, Dawson disse que ainda não há uma data específica e nem forneceu detalhes sobre a abrangência do possível acordo.
"Estamos trabalhando com a maior urgência e rapidez possíveis, mas ainda não temos uma data exata [para o acordo]", disse o porta-voz em entrevista coletiva em Washington.
Leia mais no especial sobre Argentina

