Dinheiro
20/02/2009 - 15h55

Temor de estatização de bancos nos EUA derruba Bolsas em Nova York

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da Folha Online

A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) registra perdas acentuadas nesta sexta-feira, com o índice Dow Jones tendo recuado para seu menor nível desde 1997. O comentário de um senador, sobre uma possível estatização no setor bancário fez com que a tendência de queda que predominava desde o início do dia se agravasse.

Às 15h53 (em Brasília), o índice DJIA (Dow Jones Industrial Average), da Nyse, operava em baixa de 1,98%, indo para 7.318,36 pontos, enquanto o S&P 500 caía 2,15%, para 762,22 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em queda de 1,23%, indo para 1.425,09 pontos. Pouco antes, o Dow Jones chegou a recuar para 7.261,09 pontos, nível mais baixo em mais de 11 anos.

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O presidente do Comitê Bancário do Senado dos EUA, Christopher Dodd, disse que a estatização de alguns bancos pode ser necessária "ao menos por algum tempo", segundo o site especializado em economia Bloomberg. Com a declaração de Dodd, as ações de gigantes do setor bancário duramente afetados pela crise, como Bank of America e Citigroup, além de outros nomes expressivos do setor bancário, como o Wells Fargo, caíram mais de 20%.

"A questão da estatização está no foco de todos no momento, se o Bank of America e o Citi serão estatizados por um período antes que possam ser privatizados de novo", disse à agência de notícias Reuters o diretor-gerente da Stifel Nicolaus Capital Markets, Angel Mata.

O Bank of America informou em um comunicado que não vê motivos para estatizar um banco "que é lucrativo, está bem capitalizado e realizando empréstimos ativamente". Já o Citi informou que sua base de capital é "bastante sólida". Fontes ouvidas pela Reuters negaram que o Citi esteja em negociações com o governo sobre uma estatização.

Os investidores ainda se ressentem da falta de detalhes do plano de estabilização do sistema bancário apresentado pelo governo americano na semana passada. O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, apresentou um programa de três etapas, em conjunto do Departamento do Tesouro, do Federal Reserve (Fed, o BC americano) e do setor privado pode chegar a US$ 1,5 trilhão. Desse total, US$ 500 bilhões serão usados para retirar ativos 'podres' dos bancos e US$ 1 trilhão será oferecido ao mercado na forma de novos empréstimos.

Também há uma desconfiança no mercado financeiro sobre a eficácia que poderá ter o pacote de estímulo à economia, de US$ 787 bilhões. A projeção do governo é criar ou preservar 3,5 milhões de empregos nos próximos dois anos, 90% dos quais no setor privado. Além disso, 40% do pacote --cerca de US$ 312 bilhões-- irão auxiliar diretamente famílias americanas de classe média.

O pacote prevê, entre outras medidas, US$ 116 bilhões em benefícios fiscais para 95% dos americanos, que devem chegar ao bolso do contribuinte na forma de descontos menores nos salários. Os cortes de impostos devem ser de até US$ 400 por contribuinte e de até US$ 800 por casal que fizer a declaração de impostos em conjunto, e será concedido em uma escala que varia conforme os ganhos do contribuinte.

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Quem vende commodities não deve construir prédios com mais de 20 andares. Patético sem opinião
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Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
O governo Obama passou ao poder dos bancos mais de dois trilhões de dólares, arrecadados com venda dos títulos da dívida pública americana, que já descambou de 14 trilhões de dólares. Só a China é credora de mais de um trihão de dólares. O Brasil deve ser credor de mais de 200 bilhões de dólares. O maior devedor do mundo são os Estados Unidos.
Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
sem opinião
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Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Caros leitores, digam nomes de empresas de Dubai sem ser ligado ao petróleo.
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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