Obama vai convocar cúpula fiscal para estudar soluções para déficit orçamentário
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que vai convocar na segunda-feira (23) uma cúpula fiscal para discutir a situação do déficit orçamentário do país. O encontro reunirá especialistas independentes, representantes de sindicatos, congressistas e membros de outros grupos e um projeto orçamentário deve ser apresentado já na quinta-feira (26), disse Obama em seu pronunciamento semanal de rádio, transmitido neste sábado.
"Na terça-feira [24] vou falar ao país sobre nossas prioridades nacionais urgentes e na quinta-feira [26] vou apresentar um Orçamento que será sóbrio em suas avaliações, honesto em sua contabilidade e que expõe em detalhes minha estratégia para investir no que precisamos, cortar o que não precisamos e restaurando a disciplina fiscal", disse.
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Neste ano, o déficit fiscal americano deve atingir US$ 1,2 trilhão, e o rombo nas contas do país pode passar de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) com as medidas já adotadas para tentar restaurar a economia dos EUA --o pacote de US$ 787 bilhões assinado pelo presidente no último dia 17 e os US$ 350 bilhões da segunda parcela de um pacote anterior, de US$ 700 bilhões, aprovado em outubro do ano passado para ajudar o setor bancário.
| Joshua Lott/Reuters |
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| O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, avalia que todos os americanos estão pagando um preço pela crise hipotecária |
O PIB americano no ano passado, segundo estimativa no site da CIA, deve ficar em US$ 14,33 trilhões. A economia dos EUA, no entanto, está em recessão desde dezembro de 2007, segundo o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês).
Recessão, segundo o Nber, é um significativo declínio na atividade econômica e que costuma durar mais que alguns poucos meses: ela começa quando a economia atinge um pico do ciclo econômico e termina quando atinge o ponto mais baixo. Para o Nber, a economia americana atingiu um pico em dezembro de 2007, marcando o fim do ciclo de expansão começado em novembro de 2001 e o início da recessão.
O critério mais comum para determinar se um país está em recessão ou não, no entanto, é uma sequência de dois trimestres consecutivos de desempenho negativo do PIB (Produto Interno Bruto). Nesse critério, a economia dos EUA também está em recessão --no quarto trimestre houve uma contração de 3,8%, antecedida por uma queda de 0,5%.
Recuperação difícil
Obama afirmou no programa de rádio de hoje que a recuperação econômica do país será difícil. "O caminho que temos pela frente está cheio de perigos", mas, com "força e sabedoria", o país poderá levar à frente a estratégia para "superar a crise".
Para o presidente, o pacote de US$ 787 bilhões constitui "o plano de recuperação econômico mais profundo da história" e, como resultado de sua aplicação, três milhões e meio de americanos poderão fazer o trabalho que o país precisa. O plano inclui ajudas para Estados, para educação e saúde, auxílio aos que correm perigo de execução de suas hipotecas e outros programas sociais, além de reduções tributárias.
Mesmo assim, o pacote é "só o primeiro passo na recuperação econômica". "Não podemos deixar de completar esta caminhada", afirmou. Para isso será preciso neutralizar o aumento das execuções hipotecárias e a queda no valor dos imóveis, assim como a estabilização e reparação do sistema bancário para permitir que os créditos voltem a ser concedidos a famílias e empresas.
Avaliações
Na quarta, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) divulgou a ata de sua reunião de política monetária realizada nos dias 27 e 28 de janeiro. No documento, o banco avalia que a retomada gradual da atividade econômica nos EUA só deve começar no terceiro trimestre deste ano, quando a economia começar a responder aos estímulos fiscais, à queda nos preços da energia e aos esforços contínuos para estabilizar o setor financeiro e ampliar a disponibilidade de crédito.
"Os indicadores, bem como as informações recebidas de contatos nas comunidades empresariais e financeiras, mostram uma contração econômica ampla e profunda tanto domesticamente como no exterior, refletindo em grande parte os efeitos adversos da intensificação da crise financeira e a interação da deterioração nas condições econômicas e financeiras", diz o documento.
O banco prevê que os cortes de impostos e outros elementos do pacote de estímulo à economia americana, assinado nesta terça-feira (17) pelo presidente Obama, devem dar impulso ao consumo, "embora o tamanho desse estímulo esteja pouco claro". "A menos que os cortes sejam percebidos como permanentes, o impulso aos gastos do consumidor pode ser de vida curta, como foi o caso das devoluções de impostos em 2008", diz o texto, referindo-se ao pacote de estímulo aprovado em fevereiro do ano passado, de US$ 168 bilhões, pelo então presidente George W. Bush.
Para o Fed, o desemprego no país deve crescer "substancialmente" até o início 2010, quando então deve começar a ceder e seguir em ritmo moderado de redução ao longo do ano. No mês passado, o Departamento do Trabalho informou que foram fechadas quase 600 mil vagas no mercado de trabalho americano. No ano passado, três milhões de pessoas perderam o emprego e o número de desempregados no país passa de 11 milhões. Desde o início da recessão nos EUA, em dezembro de 2007, o país já perdeu cerca de 3,6 milhões de empregos.
A oferta de crédito no país continua extremamente restrita, "com os mercados financeiros frágeis e algumas partes do setor bancário sob significativa pressão", diz o Fed. O banco destaca que em alguns segmentos do mercado financeiro há sinais de melhora --principalmente naqueles que têm recebido apoio dos instrumentos de oferta de liquidez do Fed e de outras partes do governo.
Os membros do comitê destacaram a continuidade nos cortes de gastos por parte dos consumidores --o consumo responde por cerca de 70% de toda a atividade econômica americana. Tal atitude reflete a preocupação dos americanos com o mercado de trabalho, além de quedas na renda e ao crédito restrito.
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Em São Paulo, capital, 5% do PIB é da administração pública, o resto é privado, ou seja, 95% de gente ralando de verdade.
Conclusão: Isso é um dado interessante de quem realmente trabalha nesse país e sustenta toda a embromação de , por exemplo, Brasília.
Brasil é isso: Todos ralando para sustentar Brasília que vive de 100% de dinheiro público.
[]s
Eduardo.
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