Crise deve punir mais os salários elevados, aponta pesquisa
da Folha Online
Os trabalhadores com salários mais altos estarão entre os que sofrerão mais os efeitos da crise mundial no mercado de trabalho, informa reportagem de Claudia Rolli e Fátima Fernandes em reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). A estimativa é do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A previsão para 2009 ocorre em razão de demissões feitas por grandes companhias do setor industrial, que devem se intensificar, e considera o que já ocorreu com o mercado de trabalho após três crises econômicas enfrentadas pelo Brasil: de 1990 a 1992, 1999 e 2003.
O Ipea avalia que os empregados com rendimento acima de dez salários mínimos (R$ 4.650) são os que deverão ter mais dificuldade em encontrar e manter o emprego. É nessa faixa salarial que devem se concentrar as demissões e a rotatividade de trabalhadores (troca de salários altos por baixos).
Também podem encontrar mais dificuldade em se manter no mercado quem ganha de 1,6 a 5 salários mínimos (R$ 744 a R$ 2.325), trabalhadores que foram incorporados mais recentemente às empresas, durante o período de expansão econômica, e não ocupam vagas consideradas essenciais em uma companhia. Com menos tempo de serviço, o custo da demissão também é menor.
Leia a notícia completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.
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