Governo dos EUA pode adquirir até 40% do Citigroup, revela jornal
da Folha Online
O governo dos Estados Unidos pode estatizar parte do Citigroup em uma tentativa de evitar a quebra do maior banco americano por ativos, segundo reportagem do jornal "Wall Street Journal". Fontes revelam que a participação do governo pode ir de 25% a 40% no banco.
A informação surge após rumores de que o governo pode nacionalizar o Bank of America e o Citigroup, dois dos bancos afetados pela crise financeira e que já receberam ajuda financeira do governo no valor de até US$ 45 bilhões.
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"É possível que as negociações fracassem, mas o governo poderá adquirir ações ordinárias do Citigroup em até 40%" do capital do grupo. Os diretores do banco acreditam que a participação do governo será em torno de 25%, revela o jornal, que cita pessoas ligadas a negociação.
Os rumores provocaram uma forte queda nas ações dos dois bancos ao longo da semana passada, arrastando junto a Bolsa de Nova York, cujo índice Dow Jones --o principal da Bolsa-- atingiu seu nível mais baixo desde 2002. Durante a semana, a ação do Citigroup caiu 41%, a US$ 1,95, e Bank of America perdeu 31%, a US$ 3,79.
A possibilidade de estatização dos bancos americanos foi revelada na sexta-feira (20) pelo presidente do Comitê Bancário do Senado dos EUA, Christopher Dodd. Para ele, bancos como Bank of America e Citigroup podem estatizados "por um período curto" para que possam atravessar a crise econômica.
"Eu não acho isso bom, de forma alguma, mas posso ver que é possível que venha a acontecer", disse Dodd, segundo a rede de TV especializada em economia Bloomberg. "Estou preocupado que acabemos por ter de fazer isso, ao menos por um curto período."
Um dos bancos mais afetados pela crise no setor financeiro, que se alastrou pela economia como um todo não só nos EUA, mas no mundo inteiro, o Citi teve um prejuízo de US$ 8,29 bilhões (US$ 1,72 por ação) no quarto trimestre do ano passado. No ano, o tombo foi ainda mais profundo --o prejuízo em 2008 foi de US$ 18,72 bilhões. Com isso, a estratégia do banco para sobreviver é separar a instituição em duas: o Citicorp e a Citi Holdings.
O Citicorp vai ficar com a operação bancária do grupo, presente em mais de cem países. Já o Citi Holdings irá lidar com a divisão de gerenciamento de ativos e de finanças do consumidor. O banco ainda concluiu os detalhes da garantia de US$ 301 bilhões que irá receber do governo americano para cobrir eventuais perdas com empréstimos e títulos lastreados em títulos ligados ao mercado imobiliário residencial e comercial, créditos ao consumidor e outros tipos de títulos de dívida.
O valor inicialmente anunciado pelo Citi para as garantias do governo era de US$ 306 bilhões, mas foi reduzido devido a efeitos de reavaliação de certos ativos desde o anúncio da ajuda, em novembro do ano passado.
O Bank of America, por sua vez, teve no quarto trimestre do ano passado um prejuízo de US$ 1,79 bilhão (US$ 0,48 por ação), contra um lucro de US$ 268 milhões (US$ 0,05 por ação) um ano antes. Foi seu primeiro prejuízo desde 1991. No ano, o banco lucrou US$ 4,01 bilhões --o valor, no entanto, é 73,23% menor que o resultado de 2007, quando obteve lucro de US$ 14,98 bilhões.
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Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
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Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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