Dinheiro
23/02/2009 - 10h30

EUA consideram proteger montadoras sob lei de concordata, diz jornal

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da Folha Online

Conselheiros independentes do Departamento do Tesouro começam a estudar "seriamente" a possibilidade de que as montadoras americanas GM (General Motors) e Chrysler tenham de ser protegidas sob o "Chapter 11", o capítulo da legislação americana que regulamenta as falências e concordatas, segundo reportagem desta segunda-feira no diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ").

Embora seja uma tarefa "delicada", os conselheiros ligados ao governo para lidar com a questão das dificuldades financeiras em que ambas as montadoras se encontram, continua a busca por uma solução que não envolva o recurso à legislação de falência americana. Mesmo assim, "todas as opções continuam sobre a mesa", diz a reportagem, citando uma fonte próxima do processo.

"Pessoas envolvidas nas negociações com representantes do governo Obama dizer que a opção pelo 'Chapter 11' por parte das duas montadoras preciosa ser seriamente considerada", diz o texto.

Segundo o "WSJ", os conselheiros do Tesouro tentam preparar um empréstimo de US$ 40 bilhões para as duas montadoras, no caso de precisarem para continuar a operar enquanto os procedimentos para entrar no "Chapter 11" são debatidos.

Na semana passada, as duas empresas apresentaram seus planos de reestruturação ao Congresso, como contrapartida pela ajuda de US$ 17,4 bilhões oferecida a ambas em dezembro do ano passado. As duas empresas solicitaram uma quantia suplementar --US$ 5 bilhões para a Chrysler, que já obteve US$ 4 bilhões, e até US$ 16,6 bilhões para a GM, que já conseguiu US$ 13,4 bilhões.

A GM, além disso, anunciou planos de cortar até 47 mil funcionários de suas fábricas em todos os países, 26 mil deles, fora dos Estados Unidos, e fechar cinco fábricas no país. A Chrysler, por sua vez, planeja cortar 3.000 postos de trabalho e suspender a produção de três modelos, além de estudar uma parceria com a italiana Fiat.

As vendas da GM tiveram queda de 10,8% em 2008, com a montadora perdendo pela primeira vez na história a liderança em vendas no mercado automobilístico mundial para a rival japonesa Toyota Motor. A GM vendeu, no ano passado, 8,35 milhões de unidades, contra 9,37 milhões em 2007. A Toyota, por sua vez, viu uma queda de 4% em suas vendas em 2008, em relação ao ano anterior, com 8,97 milhões de unidades.

O executivo-chefe da GM, Rick Wagoner, disse, segundo o "WSJ", que os cenários de uma eventual concordata da empresa são "arriscados" e "caros" e só serão buscados como último recurso. "Ainda não tivemos discussões profundas com o governo (...) Eles nos disseram para nos reunirmos e discutirmos o assunto. Fizemos isso no plano de viabilidade da GM, por isso acho que podemos entrar no assunto do financiamento."

Risco

Na opinião de analistas, mesmo com as ajudas do governo, GM e Chrysler ainda correm risco de falência. Michelle Krebs, analista do escritório Edmunds, especializado no setor automotivo, disse que mesmo com os bilhões de dólares já recebidos e solicitados, as duas empresas "ainda não terão resolvido seus problemas".

"Em que medida as montadoras vão conseguir negociar com todos os parceiros fora de um tribunal de falências?", questionou.

O analista Greg Lemos Stein, analista da Standard & Poor's, disse que "as concessões pedidas aos sindicatos, aos credores e aos fornecedores de equipamentos, estão longe de serem ganhas". Já o analista Douglas McIntyre, do site de análise financeira 247WattSt, um cheque de Washington pode até afastar o fantasma de uma crise de liquidez no curto prazo, mas não o risco de falência. "Fundos suplementares não garantirão às montadoras uma volta ao equilíbrio se as vendas de carros continuarem despencando", afirmou.

"O problema é que o mercado automotivo e a economia continuam caindo. Enquanto a situação não mudar, não haverá recuperação", acrescentou Krebs.

Saab

Na sexta-feira (20), a montadora sueca Saab, unidade da GM, apresentou declaração de insolvência, mas informou que vai manter a produção por enquanto, à medida em que se reorganiza para tornar a empresa atrativa para algum comprador.

"Exploramos e vamos continuar explorando todas as opções disponíveis para financiar e/ou vender a Saab, e ficou determinado que a reorganização formal seria a melhor forma de criar uma entidade verdadeiramente independente que esteja pronta para investimento", informou o diretor-gerente da Saab, Jan-Ake Jonsson, em um comunicado.

A insolvência se caracteriza pela incapacidade de uma pessoa ou empresa de pagar seus compromissos. Caracterizada a insolvência, fica aberto o caminho para que, independentemente de qualquer pedido formal por parte de credores, seja decretada a falência.

A marca procura comprador há um ano. A Saab, que no ano passado produziu cerca de 94 mil veículos, tem 4.100 funcionários na Suécia, principalmente na unidade de produção de Trollhattan (sudoeste do país).

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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