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Dinheiro
25/02/2009 - 11h32

Itaú-Unibanco lucra R$ 7,8 bilhões em 2008

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da Folha Online

Atualizado às 12h04.

O grupo financeiro Itaú-Unibanco anunciou nesta quarta-feira que teve um lucro de R$ 10 bilhões pelo critério "pro forma" no ano de 2008, ante ganho de R$ 11,921 bilhões no exercício anterior. Pelo critério contábil, o resultado da fusão, anunciada em novembro, foi de R$ 7,803 bilhões, ante R$ 8,474 bilhões em 2007, o que significa um decréscimo de 7,9%.

Somente o Itaú teve um lucro líquido de R$ 7,71 bilhões ante R$ 7,17 bilhões no exercício anterior, em um incremento de 7,51%. Já o Unibanco apurou resultado de R$ 2,85 bilhões ante R$ 2,60 bilhões em 2007, em um avanço de 9,7%. Ambos os resultados são "pro forma".

No último dia 19, o Banco do Brasil apresentou um lucro de R$ 8,8 bilhões em 2008, um crescimento de 74% em relação a 2007. No quarto trimestre do ano passado, o crescimento do lucro foi de 142% sobre o mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 2,9 bilhões.

O Bradesco, em 2007, teve um lucro de R$ 8,010 bilhões, enquanto o lucro do ano passado, divulgado no início deste mês, foi de R$ 7,620 bilhões --4,87% menor que o do ano anterior.

Crédito

A carteira de crédito do novo banco atingiu R$ 271,93 bilhões no exercício de 2008, número 34% superior às operações registradas em 2007. Os empréstimos para empresas totalizavam um saldo de R$ 153,46 bilhões no final de ano passado, em um crescimento de 41,9%. Nesse carteira, o destaque fica por conta para as operações dirigidas para grandes empresas (saldo de R$ 100,84 bilhões), em que houve um avanço de 41,2%.

Nas operações para pessoas físicas, com saldo de R$ 93,17 bilhões, o incremento foi de 24,3%. O destaque dessa carteira foi a parcela dirigida para o financiamento de veículos (saldo de R$ 47,85 bilhões), em que houve um crescimento de 35,8%.

O novo banco, com ativos calculados em R$ 632,7 bilhões, registrou um base de 590.467 clientes, o que é número 17,4% maior que a base de correntistas do exercício anterior. O montante de depósitos à vista remonta a R$ 28 bilhões, em um decréscimo de 26,9% sobre o número apurado em 2007. Os depósitos a prazo, no entanto, mais que dobraram (206,2%) e alcançaram R$ 118,9 bilhões.

Ações

A diretoria do Unibanco-Itaú também informou hoje que as ações do banco Unibanco e da holding serão convertidas para as novas ações do conglomerado financeiro. O papel mais movimentado pelos investidores, a "unit" (recibo de ações) será trocada na proporção de 1,73 por 1.

Ainda de acordo com o comunicado, as sobras decorrentes das frações de ações devem ser leiloados na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e posteriormente creditadas na conta do acionista.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (71) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (71) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. sem opinião
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Gostaria inicialmente de parabenizar os internautas Henrique Silva e Cassio Tavares pelas considerações em que aliam lucidez com uma saudável confiança nas transformações que norteiam nosso amado País nos últimos 7 anos. Com efeito temos testemunhado a revalorização do ensino técnico (que por muitas décadas foi relegado ao abandono) com ampliação da rede de escolas técnicas e a inaugaração de novos CEFETs. Ou o reconhecimento de que para ocupar o espaço que o País almeja no cenário internacional deverá construir um mínimo de capacidade militar, não para alimentar ambições materialistas mas para deixar claro a posse de uma capacidade mínima de dissuação além de construir condições operacionais para executar missões que lhe forem atribuídas no caso de conquistar um merecido lugar no como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU (convenhamos que alguns argumentos falsamente pacifistas do presidente anterior - filho, neto e sobrinho de generais - contra a revitalização das Forças Armadas não passaram exercício de demagogia barata => a ponto de pregar que o Presidente do Brasil possa viajara em aviões de carreira=> qualquer pessoa com um mínimo de discernimento sobre segurança institucional sabe que tal postura é no mínimo irresponsável).
E p/os que insistem em argumetar que Lula foi favorecido por um cenário internacional positivo como negar a habilidade de seu governo em lidar com a maior crise do sistema capitalista pós crash da bolsa em 1929.
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Francisco Oliveira (403) 02/12/2009 17h47
Francisco Oliveira (403) 02/12/2009 17h47
Sergio Barbosa, uma pequena aula de história recente. Primeiro, Rubens Ricupero sempre foi amigo de FHC, mas quem fez o plano REAL a pedido do Presidente Itamar foi o então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, que convocou os economistas, Persio Arida, Andre Lara Resende, Gustavo Franco, Edmar Bacha e Pedro Malan, todos foram colaboradores do governo FHC que foi eleito e REELEITO SEMPRE em PRIMEIRO TURNO!
Sem este plano o seu caríssimo Presidente Lula não poderia ter feito o governo que fez, reescrever a história é típico de ditadores pois não se sustentam para sempre. Getúlio Vargas só fez reformas neste país porque não tinha oposição e o judiciário era obediente, exatamente como hoje, assim é fácil governar, se FHC tivesse feito o mensalão e cooptado deputados de todos os partidos teria feito muito melhor, mas ele é um DEMOCRATA, portanto não poderia jamais aceitar uma situação como a de hoje.
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