Orçamento muda rumo dos EUA, diz Nobel de economia
da Folha Online
O Orçamento dos EUA para o ano fiscal de 2010, apresentado nesta semana pelo presidente Barack Obama, rompe com as políticas do país dos últimos 30 anos, disse o prêmio Nobel de economia de 2008, Paul Krugman, em coluna no jornal "The New York Times" e reproduzida na edição de hoje da Folha. A coluna completa está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.
Para o economista, se Obama conseguir que o Congresso aprove qualquer coisa parecida com o plano, terá posto os EUA num rumo novo, mudando não só as políticas dos últimos oito anos, mas com as tendências políticas dos últimos 30.
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A primeira mudança foi a eliminação do temor de que Obama pudesse sacrificar as prioridades progressistas em seu Orçamento por conta da crise. Os US$ 634 bilhões que deverão ser gastos com a reforma do sistema de saúde e a receita esperada de US$ 645 bilhões com a venda de autorizações para emitir carbono seriam provas disso. "E essas novas prioridades estão expostas num documento cuja clareza e plausibilidade parecem incríveis a quem se acostumou a ler os Orçamentos de Bush, que insultavam nossa inteligência a cada página. O que temos agora é um Orçamento no qual se pode crer", diz Krugman.
O economista ainda disse acreditar que o presidente americano consiga reduzir o déficit de US$ 1,75 trilhão deste ano para menos de um terço disso em 2013, como está prometendo. Segundo ele, o déficit cresceu demais devido a fatores que, espera ele, sejam temporários. "Se Obama tirar os EUA do Iraque (sem afundar num atoleiro afegão) e conseguir arquitetar uma recuperação econômica sólida --dois "ses" grandes--, reduzir o déficit para US$ 500 bilhões em 2013 não deve ser difícil", disse o vencedor do prêmio Nobel.
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Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
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