Líderes da UE rejeitam recorrer a protecionismo para enfrentar crise
da France Presse, em Bruxelas
Os dirigentes europeus rejeitaram neste domingo qualquer ideia de recurso a medidas protecionistas para enfrentar a crise global, em sua cúpula extraordinária, em Bruxelas (Bélgica), tentando assim encerrar uma polêmica crescente sobre o tema, iniciada há várias semanas.
Em um texto adotado pelos chefes de Estado e de governo dos países do bloco, eles admitiram que o protecionismo "não é a resposta para a crise atual". Eles reafirmaram também sua vontade de fazer uso máximo do mercado único europeu, que garante a livre circulação das mercadorias, serviços, pessoas e capitais, para sustentar o crescimento e o emprego.
Além disso, a União Europeia (UE) anunciou que apoiará caso por caso os países do leste da Europa que estiverem com graves dificuldades financeiras, mas um grande plano de ajuda generalizada está fora de cogitação.
"Está totalmente claro que a UE não deixará ninguém na beira da estrada", disse o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, cujo país preside a UE, ao final de uma cúpula de dirigentes europeus sobre a crise econômica.
Durante a cúpula, os líderes europeus disseram que todos os países membros da UE receberão a ajuda necessária em casos apropriados.
Mas ao mesmo tempo, não aceitaram um plano específico da UE para os países do Leste Europeu, como desejava a Hungria, particularmente afetada pela crise financeira e econômica. "Essa ideia de dividir a Europa entre velhos países-membros e novos países-membros, entre leste e oeste é algo que rejeitamos claramente", explicou Topolanbek.
O presidente da Comissão Europeia --o órgão executivo da UE--, José Manuel Durão Barroso, destacou que os próprios países do leste da Europa, exceto a Hungria, recusaram tal plano. "As situações são muito diferentes de um país para o outro no leste da Europa e, em consequência, não há razão específica para tratar diferentemente um grupo particular de países", disse.
Ele também disse que os países europeus conseguiram um "acordo global" em um "marco comum" sobre a crise, precisando que a decisão final será tomada na próxima cúpula da UE de 19 e 20 de março.
Por sua vez, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que os países da União Europeia conseguiram um acordo fundamental sobre o tratamento dos ativos tóxicos dos bancos, considerados responsáveis pela paralisia persistente do crédito.
"A reunião viabilizou um acordo sobre o tratamento dos ativos tóxicos que naufragam as contas dos estabelecimentos bancários", disse Sarkozy à imprensa, ao final da cúpula.
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Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
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