Dinheiro
16/07/2002 - 12h06

Produção industrial de São Paulo caiu 5,6% em maio

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ANA PAULA GRABOIS
da Folha Online, no Rio de Janeiro

A produção industrial de São Paulo, maior parque industrial do país e que concentra cerca de metade da produção nacional, caiu 5,6% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A forte retração foi puxada principalmente pelas indústrias ligadas à produção de automóveis e de microcomputadores.

Desde dezembro do ano passado, a indústria paulista apresenta queda, exceto no mês de abril, quando subiu 3,4% por conta de um efeito calendário. A Páscoa, que tradicionalmente cai no mês de abril, neste ano, ocorreu em março. Por conta disso, abril acabou ficando com um número maior de dias úteis em relação a abril do ano ano passado.

O IBGE, entretanto, ressalta que o resultado negativo reflete em parte o efeito de uma base de comparação aquecida. Em maio do ano passado foi registrado o mais elevado nível de produção no Estado de toda a série histórica, iniciada em 1985.

'Além de um problema de demanda, provocado pela queda na renda, desemprego em níveis altos e juros em patamares elevados, o resultado de maio em São Paulo foi influenciado pela base de comparação elevada de maio do ano passado', explica a técnica do departamento de Indústria do IBGE, Mariana Rebouças.

No indicador acumulado do ano, a retração chega a 2,9% e nos últimos 12 meses, a redução de produção é de 1,4%.

A queda de 5,6% entre maio deste ano e maio do ano passado ocorreu na maior parte dos segmentos pesquisados_ 14 dos 19 setores registraram queda de produção.

O Estado puxou para baixo a média nacional (-0,9) porque a maior parte dos setores industriais que detém tiveram resultados negativos no período, principalmente os relacionados à produção de automóveis e microcomputadores.

A maior pressão negativa foi a de material elétrico e de comunicações, com queda de 29,5%, devido à diminuição da fabricação de microcomputadores. Já as indústrias do complexo metal-mecânico, ligadas à produção automobilística, também registraram forte queda_ material de transporte (-14,3%), metalúrgica (-11,2%) e mecânica (-5,5%).

Entre os cinco segmentos em expansão, o destaque ficou para a indústria química. Seu crescimento, de 14,0%, foi impulsionado pelo aumento na produção de álcool anidro.
 

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