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Dinheiro
10/03/2009 - 12h19

Economia brasileira perde força entre os demais Brics

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VINICIUS ALBUQUERQUE
da Folha Online

Atualizado às 16h51

A economia brasileira sofreu um duro golpe da crise global no trimestre passado e ficou em uma posição desfavorável em relação aos demais Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Segundo divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB brasileiro registrou no quarto trimestre de 2008 uma queda de 3,6% em relação ao terceiro trimestre, o maior recuo da série histórica, iniciada em 1996.

Entre o terceiro e o quarto trimestres, o PIB brasileiro recuou, assim, 5,3 pontos percentuais. Já em relação ao quarto trimestre de 2007, houve expansão de 1,3%. No ano, o Brasil apresentou crescimento de 5,1%.

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Na Índia, o crescimento da economia no quarto trimestre do ano passado (terceiro trimestre do ano fiscal do país, que termina no próximo dia 31) foi de 5,3%, contra os 7,6% vistos um trimestre antes --um recuo de 2,3 pontos percentuais, menor que o do Brasil. A desaceleração em relação ao quarto trimestre de 2007 foi mais expressiva --naquele período, a economia tinha crescido 8,9%.

A economia da China, por sua vez, teve um crescimento de 6,8% no quarto trimestre do ano passado, na comparação com o mesmo trimestre um ano antes. Foi o pior desempenho chinês para um trimestre em sete anos. Entre o terceiro e o quarto trimestres, o recuo na economia chinesa foi de 3,1 pontos percentuais (o crescimento no terceiro trimestre do ano passado foi de de 9,9%).

A economia da Rússia apresentou, segundo estimativas do Banco Mundial, um crescimento de cerca de 7% no terceiro trimestre do ano passado, e de cerca de 2% no quarto trimestre. O país teve crescimento de 8,1% em 2007, e a previsão para 2008 é de um PIB de 6,2%, o menor desde 2002, quando houve expansão de 4,7%. Para este ano, a expectativa é de uma retração de 0,7%, com recuperação apenas em 2010, quando a economia deverá crescer 1,3%.

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, afirmou no fim do mês passado que 2009 será um ano "difícil" para o país, mas que não acontecerá uma catástrofe. "[Este ano] será difícil, mas não acontecerá nenhuma catástrofe. Estamos em condições de controlar a situação e a controlaremos", disse Putin, segundo a agência de notícias Itar-Tass.

Para este ano, a expectativa do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o Brasil, segundo dados divulgados no fim de janeiro, é de crescimento de 1,8%. A equipe do Ministério da Fazenda, por sua vez, já admite internamente que o crescimento do Brasil neste ano deverá ficar entre 2,5% e 2%, segundo reportagem da Folha --muito abaixo dos 4% que o ministro Guido Mantega aponta publicamente como "meta" para 2009.

OCDE

Na semana passada, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) informou que a economia do Brasil e as de outros países emergentes deverão sofrer um golpe mais duro com a crise do que havia sido previsto. O Brasil passou a integrar, com os demais Brics, o conjunto dos países que terão uma "forte desaceleração" em suas economias, segundo dados da organização divulgados na sexta-feira (6).

"O cenário continuou a se deteriorar entre as principais economias não-integrantes da OCDE, principalmente no Brasil, que agora se junta à Rússia, à Índia e à China no grupo dos que sofreram uma forte desaceleração", diz a OCDE. Até o levantamento anterior, o Brasil era o único país do grupo com perspectiva classificada como de "desaceleração" em vez de "forte desaceleração".

O índice apurado pela organização para avaliar a economia do Brasil ficou em 94,5 pontos, contra 104,6 em janeiro de 2008. A Índia teve uma queda menor em relação a janeiro de 2008, de 9,6 pontos, mas ficou com um índice inferior ao do Brasil, de 92,4 pontos. A queda no índice da Rússia (está em 85,9 pontos) foi a maior, de 19,4 pontos, em relação a janeiro de 2008. A China, por sua vez, ficou com 87,4 pontos, uma queda de 14,8 contra janeiro do ano passado.

A metodologia para os cálculos das estimativas da OCDE inclui a análise de mais de cem indicadores e índices econômicos oficiais, entre eles produção industrial, mercado consumidor, taxa de emprego/desemprego, inflação, tendência da demanda do setor produtivo.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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