Economia brasileira perde força entre os demais Brics
VINICIUS ALBUQUERQUE
da Folha Online
Atualizado às 16h51
A economia brasileira sofreu um duro golpe da crise global no trimestre passado e ficou em uma posição desfavorável em relação aos demais Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Segundo divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB brasileiro registrou no quarto trimestre de 2008 uma queda de 3,6% em relação ao terceiro trimestre, o maior recuo da série histórica, iniciada em 1996.
Entre o terceiro e o quarto trimestres, o PIB brasileiro recuou, assim, 5,3 pontos percentuais. Já em relação ao quarto trimestre de 2007, houve expansão de 1,3%. No ano, o Brasil apresentou crescimento de 5,1%.
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Na Índia, o crescimento da economia no quarto trimestre do ano passado (terceiro trimestre do ano fiscal do país, que termina no próximo dia 31) foi de 5,3%, contra os 7,6% vistos um trimestre antes --um recuo de 2,3 pontos percentuais, menor que o do Brasil. A desaceleração em relação ao quarto trimestre de 2007 foi mais expressiva --naquele período, a economia tinha crescido 8,9%.
A economia da China, por sua vez, teve um crescimento de 6,8% no quarto trimestre do ano passado, na comparação com o mesmo trimestre um ano antes. Foi o pior desempenho chinês para um trimestre em sete anos. Entre o terceiro e o quarto trimestres, o recuo na economia chinesa foi de 3,1 pontos percentuais (o crescimento no terceiro trimestre do ano passado foi de de 9,9%).
A economia da Rússia apresentou, segundo estimativas do Banco Mundial, um crescimento de cerca de 7% no terceiro trimestre do ano passado, e de cerca de 2% no quarto trimestre. O país teve crescimento de 8,1% em 2007, e a previsão para 2008 é de um PIB de 6,2%, o menor desde 2002, quando houve expansão de 4,7%. Para este ano, a expectativa é de uma retração de 0,7%, com recuperação apenas em 2010, quando a economia deverá crescer 1,3%.
O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, afirmou no fim do mês passado que 2009 será um ano "difícil" para o país, mas que não acontecerá uma catástrofe. "[Este ano] será difícil, mas não acontecerá nenhuma catástrofe. Estamos em condições de controlar a situação e a controlaremos", disse Putin, segundo a agência de notícias Itar-Tass.
Para este ano, a expectativa do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o Brasil, segundo dados divulgados no fim de janeiro, é de crescimento de 1,8%. A equipe do Ministério da Fazenda, por sua vez, já admite internamente que o crescimento do Brasil neste ano deverá ficar entre 2,5% e 2%, segundo reportagem da Folha --muito abaixo dos 4% que o ministro Guido Mantega aponta publicamente como "meta" para 2009.
OCDE
Na semana passada, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) informou que a economia do Brasil e as de outros países emergentes deverão sofrer um golpe mais duro com a crise do que havia sido previsto. O Brasil passou a integrar, com os demais Brics, o conjunto dos países que terão uma "forte desaceleração" em suas economias, segundo dados da organização divulgados na sexta-feira (6).
"O cenário continuou a se deteriorar entre as principais economias não-integrantes da OCDE, principalmente no Brasil, que agora se junta à Rússia, à Índia e à China no grupo dos que sofreram uma forte desaceleração", diz a OCDE. Até o levantamento anterior, o Brasil era o único país do grupo com perspectiva classificada como de "desaceleração" em vez de "forte desaceleração".
O índice apurado pela organização para avaliar a economia do Brasil ficou em 94,5 pontos, contra 104,6 em janeiro de 2008. A Índia teve uma queda menor em relação a janeiro de 2008, de 9,6 pontos, mas ficou com um índice inferior ao do Brasil, de 92,4 pontos. A queda no índice da Rússia (está em 85,9 pontos) foi a maior, de 19,4 pontos, em relação a janeiro de 2008. A China, por sua vez, ficou com 87,4 pontos, uma queda de 14,8 contra janeiro do ano passado.
A metodologia para os cálculos das estimativas da OCDE inclui a análise de mais de cem indicadores e índices econômicos oficiais, entre eles produção industrial, mercado consumidor, taxa de emprego/desemprego, inflação, tendência da demanda do setor produtivo.
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Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
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